ECONOMIA
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015, 20h:59
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CESTA BÁSICA
Alimentos 21% mais caros
Produtos somaram R$ 391,25 em dezembro, contra R$ 322,90
em igual mês de 2014. Problemas climáticos ampliaram custos
MARIANNA PERES
Da Editoria
Nas três primeiras semanas de dezembro, a cesta básica foi fixada em R$ 391,25, em Cuiabá, variação de 21,2% frente a 2014, quando encerrou o mesmo período valendo R$ 322,90. O valor apurado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) integra o relatório mensal da Conjuntura Econômica do órgão. Como explicam os analistas, devido aos problemas climáticos ocorridos nas outras regiões do país que são fornecedoras de hortifruti para a Capital, o impacto sobre os preços foi observado no bolso do consumidor na maior parte do ano, especialmente sobre itens como feijão, batata e tomate. Sob a perspectiva da variação mensal, ou seja, da inflação sobre a cesta básica entre novembro e dezembro de 2015, a elevação foi de 2%. No mês passado, o conjunto de alimentos fechou cotado a R$ 384,80, o quarto mais caro do País. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a pesquisa mensal de preços em 18 capitais brasileiras, mas não incluiu Cuiabá. O Departamento apura além das grandes metrópoles todas as capitais da região Centro-Oeste, Goiânia, Brasília e Campo Grande. Como o Imea avalia o comportamento dos preços dos mesmos itens do Diesse - carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga é possível inserir Cuiabá no ranking nacional e apurar o comportamento da cesta cuiabana entre as capitais brasileiras. Como aponta o Imea, dos 13 itens pesquisados, 12 deles tiveram elevação anual acima de dois dígitos, apenas a farinha acumulou alta de 7%. Nenhum produto apresentou redução e as maiores altas entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015 ficaram por conta do feijão, alta de 56%, seguida pela batata, 54%, tomate, 30%, arroz, 26% e carnes e pão francês com majoração acumulada de 21%. Entre novembro e dezembro, o açúcar aumentou 14%, o feijão, 8% e a farinha e a carne tiveram queda de 2%. DIESSE Conforme o último dado do Departamento, em novembro, houve aumento do conjunto de bens alimentícios básicos nas 18 capitais onde o DIEESE realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores altas ocorreram em Brasília (9,22%), Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%). O menor aumento foi registrado em Belém (1,23%). A capital com maior custo da cesta básica foi Porto Alegre (R$ 404,62), seguida de São Paulo (R$ 399,21), Florianópolis (R$ 391,85) e Rio de Janeiro (R$ 385,80). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 291,80), Natal (R$ 302,14) e João Pessoa (R$ 310,15). Em novembro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.399,22, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. No mês anterior, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.210,28, ou 4,07 vezes o piso vigente.