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ECONOMIA
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009, 20h:30

Acrimat não aceita rótulo da ilegalidade

O anúncio da "moratória da carne" vindo agora do Marfrig trouxe impacto ontem ao setor produtivo de Mato Grosso. “A Associação dos Criadores de Mato Grosso apoia toda e qualquer ação de combate ao desmatamento ilegal, não só da Amazônia, como de todo território brasileiro. Porém, não vamos aceitar que o produtor, que cumpre a lei ambiental, seja discriminado”, frisa o presidente da Acrimat, Mário Candia. Ele disse ainda, que devem ser identificados os produtores que criam gado em áreas desmatadas ilegalmente e divulgado para não causar injustiça com aqueles que estão dentro da lei, “e vamos acompanhar todo esse processo de perto para orientar os pecuaristas”. O Marfrig, um dos maiores frigoríficos do país, possuiu duas unidades de abate bovino em Mato Grosso, uma no município de Paranatinga, com capacidade de abate diário de 2 mil cabeças e outra em Tangará de Serra com 1,8 mil. “O impacto psicológico no mercado é grande neste primeiro momento e acaba pressionando o mercado, levando a uma retração, até porque ninguém sabe ao certo como agir, pois, temem comprar o gado criado na Amazônia. As regras precisam ser mais bem definidas, identificando os responsáveis pelo desmatamento ilegal, pois não se pode taxar todos os produtores de foras-da-lei”, avaliou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari.

Edição EDIÇÃO 16962




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