Conforme dados do Indea/MT, desde 2007 cobertura tem alcançado taxas de vacinação superiores a 99%
Mato Grosso imunizou 99,03% do rebanho com idade de zero a dois anos contra febre aftosa no mês de maio. Ao todo, 12.029.444 receberam a dose da vacina, que é obrigatória em dois períodos do ano, em maio, para animais até dois anos e em novembro, quando todo o rebanho deve ser vacinado. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) ressalta a importância da aplicação da vacina para garantir o status de Estado livre da febre aftosa com vacinação concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o que permite a comercialização de nossa carne com a maioria dos países. Os dados foram divulgados foram divulgados ontem pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) e avaliados pela Acrimat. De acordo com o Indea/MT, desde 2007 as campanhas têm alcançado taxas de cobertura superiores a 99%, verificando-se homogeneidade entre as 12 regionais do Estado. O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, destaca que Mato Grosso está há 17 anos sem notificação da doença e que este resultado é mérito do pecuarista. O criador mato-grossense reconhece a importância da vacinação, tanto por questões sanitárias quanto comerciais e não foge do compromisso. O status de livre de aftosa é uma conquista do pecuarista. O último foco da doença no Estado foi registrado em 1996. A próxima etapa de vacinação está prevista para novembro, quando todo o rebanho, 28,6 milhões, deverá ser imunizado. Ano passado o Indea registrou uma redução de 500 mil animais no rebanho mato-grossense, isso porque, de acordo com Instituto, deve-se provavelmente ao maior abate de vacas e novilhas. O fato foi evidenciado pelo aumento na proporção de fêmeas em relação a machos.