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Colunistas
Sábado, 22 de Novembro de 2008, 11h:11

FEDERAÇÃO ESPÍRITA

Espiritismo Científico - A Pílula do Dia Seguinte

Nas prazerosas visitas que fazemos às Casas Espíritas, quando o assunto é Aborto ou Valorização da Vida, algumas pessoas têm nos questionado sobre o posicionamento Espírita frente ao uso da “pílula do dia seguinte”. Temos respondido a elas com a mesma argumentação que vamos apresentar aqui, baseadas em nossos estudos sobre o assunto. No início do ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou e publicou uma resolução para regulamentar a aplicação do “anticoncepcional de emergência” ou “pílula do dia seguinte” como método alternativo para a prevenção da gravidez. Esta resolução não obriga, apenas cria normas que permitem aos médicos a prescrição desta medicação, nos casos em que eles julgarem necessário. No entanto, como todos já sabemos, a possibilidade de uma mulher adquirir o anticoncepcional de emergência sem receita médica é muito grande, pois, a fiscalização precária e a desinformação em nosso país são fatores que predispõem à venda e à utilização fáceis desse medicamento, tal como já ocorreu com outros medicamentos, em outras épocas. O texto da regulamentação apresentado pelo CFM tenta garantir-nos que o uso dessa pílula não é prejudicial à saúde e não tem caráter abortivo, desde que usada corretamente. No entanto, os argumentos de que a “pílula do dia seguinte” não é abortiva baseiam-se na idéia vigente entre a maioria dos profissionais da área médica, de que o aborto ocorre somente após a implantação do embrião no útero (nidação). Antes da nidação, não se considera que haja uma gestação e, portanto, não haveria aborto. Na questão 344 de O Livro dos Espíritos, aprendemos com os Espíritos da Codificação que a união do Espírito ao futuro corpo ocorre já na concepção, ou seja, desde a união entre o espermatozóide e o óvulo. Sabe-se que a fecundação (ou concepção) normalmente ocorre nas trompas e, só depois, a célula-ovo que se forma (o zigoto) viajará até o útero para lá se fixar e prosseguir com o seu desenvolvimento gestacional. A “pílula do dia seguinte” atua após a concepção ou fecundação, descamando o endométrio (a parte do útero onde o embrião se fixa) e provocando a menstruação. Dessa forma, faz com que não haja um local adequado para a nidação do zigoto e para a manutenção de sua vida no útero da mulher. Ora, se o Espírito se liga ao corpo em potencial antes da concepção e esta, por sua vez, ocorrerá antes da nidação; e se a “pílula do dia seguinte” inviabiliza a nidação nos casos em que ocorreu fecundação, então, ela poderá ser abortiva sim! Muitas vezes, por falta de informações adequadas, a mulher poderá recorrer à “pílula do dia seguinte” acreditando que está recorrendo a mais um método anticoncepcional, quando na realidade, estará recorrendo a um método abortivo. Há, ainda, mais um agravante: a “pílula do dia seguinte” contém uma grande quantidade de hormônios que, certamente, trarão alguns prejuízos para a saúde da mulher. Além do mais, por falta de uma educação sexual apropriada, muitas jovens acabam recorrendo aos anticoncepcionais de emergência, pensando apenas em prevenir a gravidez e esquecendo-se dos cuidados necessários para a prevenção das DST (doenças sexualmente transmissíveis). Por isso, amigos leitores, nunca é demais lembrarmos que, no campo da sexualidade, a liberdade deve andar “de mãos dadas” com a responsabilidade! Fonte: Verdade e Luz, edição nº 262 . Novembro de 2007 Federação Espírita do Estado de Mato Grosso – www.feemt.org.br

Edição EDIÇÃO 16962




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