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Colunistas
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009, 13h:00

FEDERAÇÃO ESPÍRITA

A consciência moral ao assumir responsabilidade, fala de compromissos reais, frente a um ideal

A força da ação MARIA A. F. ADORNO DA COSTA de Ribeirão Preto, SP A consciência moral ao assumir responsabilidade, fala de compromissos reais, frente a um ideal. Enquanto não estruturarmos e utilizarmos conteúdos morais na vida, haverá hesitação, possibilidade de recuar, ineficácia, em relação aos compromissos. Existe um pensar comum que se aceito é capaz de matar inúmeros planos e idéias esplêndidas: consiste em se afirmar que a partir do momento em que nos compromissamos a Providência Divina também se põe em movimento. Todas as circunstâncias correrão para ajudar, todo um fruir de acontecimentos surgindo a favor como resultado de um simples acertar de tarefas ou compromissos. Compreendemos que para que a Providência Divina se coloque em movimento, é necessário que ofereçamos campo para isso, aplicando o tempo mental em utilidade psíquica, trabalhando pela edificação íntima, ou estendendo os braços no serviço edificante. Meditação elevada, culto à prece, leitura superior, conversação edificante, são veículos importantes para nos colocarmos em sintonia com a Providência Divina e recebermos dela a intuição, a força propulsora que nos levará à ação edificante. Imaginemos o dia em que verdadeiramente nos compromissarmos com o Evangelho. Far-se-á indispensável propiciá-lo aos outros em atos, a fim de que seus efeitos saudáveis harmonizem aqueles que, lado a lado, convivem, às vezes em desesperos e dores. Fluindo felicidade interior há que se repartir oportunidades festivas com companheiros que jazem em sombras e angústias pelo caminho por onde avançamos. Embora os acontecimentos pareçam conspirarem contra, permanecer fiel ao trabalho, aos ideais, estendendo o bem aos que se acercam, na certeza de que o trabalho em nome do Senhor, não é em vão. Mudando chichês mentais, não deixando vencer-se por sofrimentos de pequena monta, abriremos campo para auxiliar aqueles que, em toda parte, esperam por braços dinâmicos e corações resolutos. Usar o verbo para consolar. É o tom amistoso da nossa voz, socorrendo na palavra firme, doce, confortadora, reunindo notas para o festival da alegria no recinto do nosso Espírito. As mãos no socorro fraternal será a alavanca de serviço a impulsionar na escalada vigorosa. Esquecer sombras que obscurecem caminhos e a luz que venhamos a acender para aqueles que nos buscam, será a lâmpada a iluminar a rota para os nossos pés. O Evangelho no seu convite ao trabalho pessoal não oferece tesouros materiais, tampouco glórias imediatas, mas sim um trabalho de auto-iluminação, em forma de esforço pessoal contínuo, trabalhando arestas morais negativas, que se contarem com a força do nosso comprometimento, teremos sem dúvida uma vida coroada pela almejada paz, decorrente de um viver renovado nas atitudes de amor para que o outro também perceba o fruto das atitudes que envolvendo despertam em convites a frutificarem na imensidão do tempo. Conjuguemos assim, conselho e ação, palavras e conduta, na mesma onda de serviço renovador, compreendendo por fim, que o bem que nos falta, nem sempre é o bem que ainda não desfrutamos, mas sim o bem dos outros que em nosso próprio benefício nos cabe fazer. A ação do bem tem o seu momento, ninguém o determina. Ele esplende e acontece. Quem o desperdiça, não o reencontra nas mesmas condições. Bibliografia: XAVIER, Francisco C., pelo Espírito Emmanuel. Palavras de Vida Eterna FRANCO, Divaldo P., pelo Espírito Joanna de Ângelis. Lampadário Espírita FRANCO, Divaldo P., pelo Espírito Joanna de Ângelis. Otimismo XAVIER, Francisco C., pelo Espírito Emmanuel. Justiça Divina XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e Viva Fonte: Verdade e Luz, edição nº 229, Fevereiro de 2005 Federação Espírita do Estado de Mato Grosso – www.feemt.org.br

Edição EDIÇÃO 16967




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