Um grupo de cuiabanos está difundindo a ideia de que a meditação não é um bicho de sete cabeças nem algo acessível apenas aos praticantes da yoga. Neste domingo, eles realizam um workshop gratuito para mostrar a relação entre a prática e a qualidade de vida. A imagem geral que se tem do praticante é daquele indiano sentado de pernas cruzadas. A verdade é que qualquer pessoa pode meditar, diz o estudante universitário Paulo Ricardo José, um dos organizadores. Pouca gente sabe, mas a meditação significa a busca pelo silêncio mental, algo ao alcance de qualquer pessoa desde que com alguma prática. A grande maioria dos nossos pensamentos são involuntários, explica Paulo. Conforme praticamos a meditação, percebemos o quanto o pensamento pode ser um fardo. O silêncio mental é a ausência total de pensamento por um determinado momento. Se o pensamento é um fardo e a meditação seu antídoto, de que forma ela atua para melhorar a vida das pessoas? Paulo Ricardo responde: De forma prática, a meditação representa mais concentração, mais memória e um pouco mais de paz interior. Nem todos vão atingir o chamado silêncio mental na primeira sessão, nem na segunda. Há pessoas que têm mais dificuldade. Outras, menos, explica Paulo Ricardo, que atingiu um estágio avançado. Para os iniciantes, o ideal é um ambiente silencioso e aconchegante, que é o que o workshop deste domingo pretende oferecer. O evento é uma realização da Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência (Ageacac), entidade fundada na década de 60 e que hoje está presente em 60 países. A meditação é um dos componentes da cultura gnóstica. O workshop, na verdade, é um convite para o curso de gnose que vamos realizar em seguida, diz Paulo Ricardo. O evento acontece na avenida Presidente Marques, 150, centro. Informações pelo telefone 3623-7179 e 8141-6561.