Na manhã de ontem, o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Osmário Daltro, inaugurou os trabalhos de monitoramento do Projeto Quadrante no alto da torre da Brasil Telecom. A 145 metros do chão e com mais de um quilômetro de alcance visual, o monitoramento da cidade vai permitir maior agilidade ao combate às queimadas na Capital. Dados do Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Mato Grosso) indicam que a observação à distância atende às necessidades de Cuiabá. Os bairros onde foram encontrados mais focos de incêndio, segundo o Ciosp, são aqueles do entorno da Capital. O Distrito Industrial, na região da BR-364, contou 27 focos de calor em agosto. Na saída para a Chapada dos Guimarães (67 quilômetros ao norte), o bairro Jardim Vitória registrou 22 focos. O Parque Cuiabá, na região próxima à saída para Santo Antônio do Leverger (34 quilômetros ao sul), registrou 20 focos de incêndio. Exceção no grupo, por não se situar no entorno da Capital, o bairro Cidade Alta registrou 10 queimadas. Os demais bairros variam com números de um a quatro. Daltro explica que os bairros de regiões periféricas são os que mais possuem terrenos baldios, onde a população pratica o hábito de queimar lixo. Ao todo, são mais de 30.000 lotes nesta condição em todo o perímetro urbano. A multa mínima para qualquer queimada é de R$ 2.000. Com a vigilância por binóculos, os 70 bombeiros do projeto Quadrante esperam diminuir pela metade o tempo de resposta às chamadas por focos de calor dentro do perímetro urbano. Atualmente, o tempo médio de demora desde a denúncia até o atendimento tem sido de 20 minutos. O monitoramento deve facilitar a localização dos focos e permite que eles sejam identificados antes mesmo que sejam denunciados. Mensurar previamente os focos é de significativa importância para as brigadas, pois também permite que sejam destacadas equipes com pessoal e aparato proporcionais aos incêndios a serem combatidos.