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CIDADES
Sexta-feira, 16 de Abril de 2010, 20h:58

ALTO CUSTO

Usuários não encontram medicamentos

Pacientes relatam idas constantes à unidade do Estado sem obter respostas sobre reposição de remédios, a maioria essencial a doentes crônicos

ANDRÉIA CRUZ
Da Reportagem
Remédios para os mais variados tipos de doenças, como glaucoma, obesidade mórbida e osteoporoses, estão em falta na Farmácia de Alto Custo do Estado, alguns, desde o fim do ano passado. Muitos usuários já estão até acostumados com o problema e, frequentemente vão à farmácia para saber se o medicamento está disponível. A aposentada Maria Moreira, que esteve ontem na Farmácia de Alto Custo, contou que há três meses aguarda a chegada de um medicamento. “Desde janeiro eu venho aqui todo mês, mas nunca tem o remédio receitado”, desabafou. A aposentada tenta conseguir cálcio e vitamina D para o tratamento de osteoporose do tio dela, de 79 anos, que mora em Guiratinga. Quem também não conseguiu remédio foi o comerciante Fernando de Sousa Silva. Ele foi buscar o colírio travatan para a mãe dele, de 71 anos, que mora em Poxoréu e tem glaucoma. “Já vim na farmácia diversas vezes, porém os atendentes não dão nem previsão de quando o remédio vai chegar”, declarou. Conforme o comerciante, o colírio está em falta desde o fim do ano passado. A filha da aposentada Terezinha da Silva, que também foi à farmácia ontem, tem obesidade mórbida e diabetes e precisa tomar vários remédios, inclusive a atorvastatina. “O medicamento que minha filha toma é de 20 miligramas, mas como não tem, estou levando para casa a dosagem de 10 miligramas”, relatou. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da assessoria de imprensa, que solicitou, via e-mail, os nomes dos medicamentos em falta na Farmácia de Alto Custo, segundo os usuários. Porém, até o fechamento desta edição, não havia retornado nenhuma resposta sobre o fato. Os medicamentos de alto custo são padronizados pelo Ministério da Saúde para tratamento de determinadas doenças e adquiridos pela Secretarias Estaduais com recursos provenientes dos governos federal e estadual. O Sistema Único de Saúde (SUS) assegura remédios para tratamento de algumas doenças, como, por exemplo, insuficiência renal crônica, tratamento de hemodiálise, hepatite C, hemofilia, pacientes submetidos a transplantes, esclerose múltipla, anemia falciforme, psoríase, puberdade precoce e quimioterapias (câncer).

Edição EDIÇÃO 16966




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