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CIDADES
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011, 20h:48

FARMÁCIAS POPULARES

Usuários não acham remédios da lista em drogarias locais

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Em busca de preços mais acessíveis, inúmeros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) procuram diariamente uma das unidades das Farmácias Populares localizadas em Cuiabá. Porém, muitos não encontram o medicamento que necessitam. Este é o caso da dona-de-casa Irene Dias Lopes, 60 anos, que tentou comprar o remédio sinvastatina na unidade localizada no bairro Bandeirantes. “Não tem e não há nem previsão de quando vai chegar”, afirmou. Conforme Irene, a sinvastatina é usada para tratamento do colesterol. Como não pode ficar sem o medicamento, ela ia comprar em uma drogaria privada. “Não sei quanto vai custar, mas com certeza vai ficar mais caro. Aqui, sairia bem mais em conta”, lamentou. Na Farmácia Popular, que é abastecida pelo Ministério da Saúde em parceria com o município, também não havia omeprazol, conforme a aposentada Eunice Alves Otávio, 63. “A médica me passou 120 compridos para tomar em 60 dias e simplesmente falaram que não tem”, comentou. A aposentada também iria recorrer a outra drogaria. “Preciso tomar dois comprimidos por dia. O jeito é pagar mais caro para não parar e prejudicar o tratamento”. Outra pessoa que saiu da unidade sem os medicamentos que precisava foi a servidora pública Rosa Maria de Amorim, 52 anos. Ela faz tratamento endocrinológico e precisava adquirir motilium, pantacol e forfig. “Infelizmente não têm os três. O jeito é comprar em outra farmácia. Não dá para voltar para casa sem nada”. As farmácias populares, especialmente as da chamada rede própria, fazem parte de um programa do Ministério da Saúde. O órgão arca com 90% do valor de referência do produto. Já nos casos dos remédios para hipertensão e diabetes o valor é 100% coberto pelo Ministério. Nas unidades são disponibilizados 108 tipos de medicamentos. Por isso, sem informação dos produtos que constam na lista, muitas pessoas não conseguem encontrar o remédio que precisa na farmácia (a lista pode ser consultada no site www.sauda.gov.br/aquitemfarmaciapopular). A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde informou que no caso da sinvastatina houve uma demanda maior do que a esperada, mas que o processo de aquisição do produto está na fase de registro de preço e sendo efetuado. A previsão é que a venda do medicamento seja normalizado na próxima semana. Quanto ao omeprazol, a SMS disse que o remédio só é disponibilizado no pronto-socorro (o produto, no entanto está na lista dos 108 do Ministério). Já a assessoria do Ministério também negou que há desabastecimento das Farmácias Populares. O órgão federal justificou ainda que os demais produtos não estão na lista dos comercializados pela rede própria.

Edição EDIÇÃO 16967




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