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CIDADES
Sábado, 15 de Fevereiro de 2014, 13h:47

FOGOS DE ARTIFÍCIO

Uso inadequado causa muita dor

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O caso do cinegrafista Santiago Andrade, 49 anos, que morreu após ser atingido na cabeça por um rojão durante uma manifestação no centro do Rio de Janeiro (RJ), chama a atenção para o uso inadequado e irresponsável de fogos de artifício. O explosivo é um artefato classificado de alto risco e, embora tenha restrições comerciais e de uso, ele é facilmente encontrado nas lojas de fogos de artifício e vendido para shows pirotécnicos em festas juninas e réveillon, em todo país. Comandante da Regional I do Corpo de Bombeiros (CB), tenente coronel Ricardo Antônio Bezerra Costa, recomenda que as pessoas só comprem produtos licenciados pelo Ministério do Exército e em lojas credenciadas. “O primeiro cuidado que se deve ter é verificar a origem do produto. Não comprar se o produto for de origem duvidosa. Deve-se procurar saber se o artefato tem garantia de fabricação e sempre comprar em casas do ramo credenciadas”, alertou. Neste sentido, Ricardo Costa frisa que os estabelecimentos do ramo têm que ter o alvará do Corpo de Bombeiros caso contrário são clandestinos. “Recentemente, recebemos uma denúncia de uma casa de embalagem plástica que estaria comercializando fogos, em Cuiabá. Determinamos a vistoria, a mercadoria foi aprendida e o proprietário notificado”, comentou. Ricardo Costa destaca que o manuseio incorreto do produto pode resultar em queimaduras leves a gravíssimas, que podem fazer com que a pessoa perca os dedos das mãos, por exemplo. “A maioria dos acidentes são queimaduras. Normalmente, o artefato explode na mão, mas pode atingir o tórax e a face”, observou. Os responsáveis nunca devem deixar crianças brincarem com fogos de artifício sozinhas, mesmo do tipo estalinhos, e devem sempre seguir as instruções trazidas nas embalagens. “Todos os artefatos explosivos são considerados perigosos e não podem ser manuseados próximos à rede elétrica, à aglomeração de pessoas e árvores. O ideal é que se procure uma área aberta, um descampado”, recomendou. Além disso, o uso do artefato nunca deve ser associado ao consumo de bebidas alcoólicas. Em caso de acidente com fogos de artifício, deve-se procurar atendimento médico para avaliar o grau de severidade da queimadura. O ferimento deve ser lavado com água corrente e quando se forma bolhas orienta-se não furar essas bolhas. Também não se deve colocar substâncias sobre a lesão, como manteiga, creme dental ou pomadas. De acordo com decreto presidencial 3.665 de novembro de 2000, este tipo de explosivo (com ou sem flecha) é classificado como de alto risco e não pode ser vendido a menores de dezoito anos e sua queima depende de licença da autoridade competente, com hora e local previamente designados. Além da classe do produto, todo fogo de artifício deve conter em sua embalagem a classificação e outras informações obrigatórias, como instruções de uso, nome correto do fogo de artifício (foguete, rojão etc.), a data de fabricação e validade, número de registro no Exército, responsável técnico e seu registro profissional (em geral, engenheiro químico), procedência (fabricante e comerciante com respectivos CNPJ e endereço).

Edição EDIÇÃO 16967




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