Os três denunciados pelo homicídio de Thiago Henrique Varconti, que adotava o nome social Gabriela Varconti, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Várzea Grande durante julgamento realizado na última quarta-feira (10). Somadas, as penas chegam aos 72 anos.
O Júri condenou o réu Dionei Cristian da Silva por homicídio triplamente qualificado e fraude processual, à pena de 24 anos e 6 meses de reclusão, além de oito meses de detenção. Já Vagner Raimundo Francisco dos Santos Queiroz e Jimmy Stanley Moraes de Oliveira, foram condenados por homicídio triplamente qualificado, cada um à pena de 24 anos e seis meses de reclusão.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público do Estado (MP-MT), reconhecendo a responsabilidade criminal de todos os acusados e rejeitando todas as teses defensivas.
“O veredicto confirmou a acusação de que o crime foi praticado em circunstâncias de elevada gravidade, com o reconhecimento de todas as qualificadoras submetidas à apreciação dos jurados”, informou o MP.
Conforme o MP, a decisão encerra um dos casos de maior repercussão do sistema prisional mato-grossense nos últimos anos e reafirma o papel constitucional do Tribunal do Júri na tutela da vida humana.
O crime foi praticado no interior do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em 22 de julho de 2024, na cidade. O caso ganhou repercussão pela extrema violência empregada contra a vítima. Gabriela Varconti foi brutalmente agredida a pauladas pelos três homens e teve o crânio esmagado. Ela chegou ser internada em estado gravíssimo antes de morrer.




