O relatório da Funai menciona a confusão fundiária em que a Terra Indígena Rio Pardo está situada, e os detalhes que motivaram a Operação Rio Pardo - deflagrada em novembro de 2005, com a prisão de 77 pessoas por formação de quadrilha, grilagem e genocídio. [A região] é o ambiente dinâmico de toda sorte de ilegalidades. De acordo com o documento, as certidões do Intermat que dão suporte às pretensões de posse dentro da área indígena são precárias e ainda se originaram em uma cadeia dominial forjada, a partir de concessões de antigos seringais para o peruano Dom Alejandro Lopes, na década de 1920. Com base nisto, a Funai relata ainda os indícios de fraude na obtenção de planos de manejo para a exploração florestal dentro e no entorno na terra indígena. A manobra teria apenas servido para esquentar madeiras retiradas ilegalmente de outras áreas.[O objetivo era] obter ATPFs para regularizar o transporte de madeiras sem origem legal, já que as madeiras não sairiam dos referidos projetos. (RV)