CIDADES
Sábado, 13 de Junho de 2009, 13h:00
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CAIXAS-ELETRÔNICOS
Terminais são abastecidos pouco antes
Investigações apontam que bancos receberam dinheiro no dia dos arrombamentos ou em menos de 48 horas antes das ações criminosas
ADILSON ROSA
Da Reportagem
As investigações a respeito dos arrombamentos de caixas-eletrônicos apontam que todos foram abastecidos no dia do crime ou 48 horas antes. Policiais civis descobriram que existe a chamada reserva de provisionamento realizada pelas agências bancárias para fazer o abastecimento. Os caixas assaltados foram abastecidos com valores entre R$ 200 mil e R$ 400 mil. A maior parte dos arrombamentos ocorreu nos fins de semana. A polícia descobriu que os ladrões receberam informações a respeito do dia em que os caixas estavam cheios de dinheiro. No último roubo, ocorrido na quinta-feira, na Câmara Municipal de Cuiabá, o caixa havia sido reabastecido no fim da tarde e, horas depois, ocorreu o assalto. A partir daí, os ladrões planejam o roubo. Quem passa as informações às organizações criminosas é alguém próximo de quem controla ou faz o abastecimento, revelou um policial que participa das investigações. Os trabalhos da Polícia Civil estão centralizados na Delegacia do Complexo do Verdão, uma vez que a maior parte dos caixas-eletrônicos arrombados está em sua circunscrição. Até agora, a polícia prendeu 17 pessoas envolvidos com essa modalidade de crime, mas nenhuma delas está ligada às empresas que fazem o reabastecimento. Os policiais explicaram que o reabastecimento dos caixas é realizado pelas empresas de segurança que prestam serviço aos bancos. A maior parte dos caixas arrombados é do Banco do Brasil. A lista se completa com Banco Bradesco (da avenida da FEB, em Várzea Grande), Real (do Hospital Júlio Müller) e Unibanco (da Unimed). De acordo com as investigações, os bancos não têm prejuízo, porque o dinheiro tem seguro. Os bancos não perdem nada, observou a delegada Alana Cardoso, da Delegacia do Verdão e responsável pelas investigações sobre os caixas-eletrônicos. O fato de ter o maior número de caixas espalhados pela Grande Cuiabá pode ser um dos fatores que colocam o Banco do Brasil como alvo número um dos ladrões. Além disso, o abastecimento ocorre com mais freqüência. Como nem todos os caixas possuem o sistema de funcionamento idêntico, os ladrões acabam não conseguindo levar o dinheiro. A posição das gavetas com dinheiro é diferente para cada banco. Dos 20 caixas arrombados de abril para cá na Grande Cuiabá, em dois deles os bandidos torraram o dinheiro. Em outros, o corte foi feito errado e o sistema travou. No caso do Bradesco (da avenida da FEB), o sistema travou inteiro e o pessoal do banco teve que trazer técnicos para desbloquear o sistema, explicou a delegada. O Bradesco foi mais radical. Retirou o caixa do posto de combustível.