CIDADES
Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2007, 19h:23
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UFMT
Suspeito está preso
Polícia confirmou ontem, em coletiva, a prisão temporária de Wilson da Silva, possível assassino dos três servidores
A Polícia Civil de Rondonópolis confirmou no final da tarde de ontem a prisão de um suspeito de ter participado do assassinato de três servidores da Universidade Federal de Grosso (UFMT), na madrugada do dia 29 de novembro. A pró-reitora do campus de Rondonópolis, Soraiha Miranda de Lima, o prefeito do campus Luís Mauro Pires Russo e o professor de Zootecnia Alessandro Luiz Fraga foram assassinados quando chegavam à casa da pró-reitora, no bairro Colina Verde. Os três haviam acabado de voltar de uma viagem a Cuiabá, onde participaram de uma reunião na UFMT. Segundo a Polícia Civil, o suspeito é o serralheiro Wilson Francisco da Silva, de 34 anos, conhecido como Russo. Ele foi preso na terça-feira, quando teve prisão temporária de 30 dias decretada. Segundo o delegado João Pessoa Filho, que investiga o caso, ele teria sido reconhecido por causa da roupa que usava no dia do crime, uma camiseta vermelha e uma bermuda azul. Mas a própria polícia reconhece que ainda não são conclusivos os indícios contra ele. É preciso que o depoimento seja confrontado com outras informações que serão colhidas nos autos, disse Elias Daher, diretor de Interior da Polícia Civil. Segundo o que ficou apurado nas investigações, depois do crime, Silva teria sido visto em uma aldeia dos índios bororos, onde ficou ao menos três dias. Durante interrogatório, ele assumiu ter cometido os homicídios e por encomenda, mas não revelou o valor pago pelo serviço e nem o mandante. Em uma entrevista coletiva ontem à tarde, os delegados que atuam no caso apresentaram as roupas apreendidas com Silva e que supostamente foram usadas no dia 29 de novembro. As peças serão enviadas para a perícia, para que possa tentar identificar traços de pólvora, o que poderia indicar o disparo de arma de fogo recentemente. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o depoimento de Silva é contraditório. Ele confessa, mas quando chega ao promotor de justiça, ele nega, disse o delegado João Pessoa, conforme nota da assessoria. A polícia ainda não encontrou nem arma do crime e nem uma bolsa de Sorahia levada no dia do crime. A idéia do delegado João Pessoa é fazer diligências na aldeia bororo. No final da tarde o suspeito estava sendo ouvido pelos delegados da Polícia Federal, que tentam identificar relação dos assassinatos com a função dos três servidores. Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito já esteve por três meses preso na cadeia municipal de Rondonópolis, tem 11 passagens pela polícia, a maioria por furto, mas também por agressão a mulher. Ele é morador do bairro Sagrada Família, vizinho ao Colina Verde, onde Sorahia morava. Ele também seria usuário de droga. O triplo assassinato aconteceu em frente à casa da pró-reitora. Os três haviam acabado de chegar de Cuiabá, para onde viajavam freqüentemente a trabalho. Segundo as investigações, um homem armado se aproximou do veículo e disparou duas vezes contra Sorahia. Os dois colegas receberam um tiro cada um. Luiz Russo ainda conversou com os policiais militares que atenderam a ocorrência, dizendo a eles que o homem havia levado duas pastas com documentos. A pró-reitora estava investigando licitação e contratação irregular de empresas prestadoras de serviço para a UFMT, o que contrariou interesses dentro do campus. Semanas antes de morrer, ela chegou a receber ameaças pelo telefone. Seu carro também sofreu danos.