Sumiço de Sara ainda é um mistério, 7 meses depois
As autoridades policiais em Sorriso (a 420 km de Cuiabá) estão prestes a completar sete meses de investigações sem terem obtido qualquer resposta sobre o sumiço da menina Sara Vitória Fogaça Paim, de cinco anos. Desde junho, na cidade já houve mutirão para ajudar nas buscas, supostas pistas foram descartadas e até o pai de Sara foi considerado suspeito e preso por 15 dias, mas a procura continua na estaca zero. Sara foi vista pela última vez numa tarde de terça-feira, dia primeiro de junho deste ano. A história já é conhecida de grande parte da população sorrisense: a menina estava brincando perto de casa, que fica em frente ao estádio municipal, e seguiu para lá com seus amigos. As crianças que a acompanhavam foram as últimas que a viram. Antes de ter saído para brincar, testemunhas contaram que viram a garota retornando de um bar onde sua mãe pedira para ir buscar um bolo. Vizinhos já declararam não se lembrar de terem visto Sara. A mãe de Sara, Eva Aparecida Fogaça da Silva, 23, relatou que era costume no início da tarde a menina sair para brincar na região que nunca aparentou ser perigosa, nas palavras dela. Enquanto isso, a mãe contou que tirava um cochilo com sua filha mais nova, na época com apenas nove meses. Ela acordou e não viu mais Sara por perto. Logo, Eva começou a receber telefonemas com supostas informações sobre o sumiço da filha e a população da cidade organizou um mutirão para buscar pistas em locais como matagais e trilhas, mas sem resultado. Foram realizados procedimentos como perícia no estádio onde Sara foi vista pela última vez. A polícia encontrou vestígios de sangue no local, mas o laudo pericial apontou que não correspondia ao de Sara. Surgiu também a suspeita em torno de um homem com histórico de crimes sexuais que teria sido visto de bicicleta perto do estádio no dia do sumiço, mas nada que o responsabilizasse veio à tona. Foi o mesmo que aconteceu com o pai de Sara, Thiago Cavaiole. Testemunhas relataram que viram Thiago com a filha no dia do sumiço. Ele chegou a ser preso preventivamente por 15 dias, mas negou o crime e foi solto.