NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

CIDADES
Terça-feira, 07 de Junho de 2011, 21h:13

RECURSO

STJ mantém Josino preso

Empresário acusado de mandar matar juiz Leopoldino e tentar, depois afirmar que está vivo tem nova negativa de liberdade

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade feito pela defesa do empresário Josino Guimarães, que completará amanhã um mês de prisão na cadeia pública de Rondonópolis (212 Km de Cuiabá). O lobista é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de tentar forjar uma reviravolta no caso do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral e, assim, evitar ser submetido a um júri popular no caso, em que figuraria como mandante do crime. A prisão de Josino foi pedida pelo MPF e, desde então, sua defesa tem tentado libertá-lo por meio de habeas corpus. Dois foram impetrados. Em relação a este, cuja liminar foi negada no STJ pelo ministro Jorge Mussi, o advogado Waldir Caldas explica que aguardará ser publicada a decisão na íntegra para verificar como poderá ainda atuar. Por enquanto, a expectativa do advogado se concentra em outro HC, que está para ser analisado (talvez ainda esta semana) no Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF1). O MPF aponta que Josino tentou pôr em dúvida a morte do juiz Leopoldino, cujo corpo foi encontrado semi-carbonizado no Paraguai em 1999, provocando uma nova investigação por meio do delegado Márcio Pieroni. Por conta do MPF, o delegado se encontra, assim como Josino, preso há cerca de um mês em Cuiabá. Sua defesa entrou com um pedido de revogação da prisão na última sexta-feira. A informação plantada que embasaria com falsos indícios a nova investigação – provocando a reviravolta - seria de que Leopoldino, na verdade, estaria vivo e residindo em outro país. O corpo chegou a ser exumado uma vez e a ex-escrivã Beatriz Árias foi condenada como executora do crime, mas a tentativa de farsa incluiu até um segundo exame de DNA. Novamente, o teste apontou que o corpo exumado é de Leopoldino. Antes de morrer, o juiz ganhava notoriedade por denunciar a venda de sentenças no Poder Judiciário de Mato Grosso, esquema do qual o empresário Josino seria o principal lobista. AFASTAMENTO – Desde que teve a prisão decretada pela Justiça, Pieroni consta como servidor afastado da Polícia Civil. O mesmo deverá ser feito com o investigador Gardel Tadeu Ferreira Lima, de acordo com decisão da Justiça Federal divulgada ontem. A Justiça considerou que em todos os atos da investigação forjada Gardel auxiliou Pieroni. Embora atuasse como investigador da Polícia Civil desde o dia 30 de junho de 2008, Gardel é agente prisional concursado. O titular da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa, confirmou o afastamento de Gardel, servidor desde 1993 e que participou de casos emblemáticos, como a investigação da morte do menino Kaytto, em 2009. “Decisão judicial se cumpre, não se discute”, afirmou Lessa. Procurado pela reportagem, por telefone Gardel não quis comentar o afastamento.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL