CIDADES
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009, 20h:03
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Só duas cidades estão livres
ALECY ALVES
Da Reportagem
Em apenas dois dos 149 municípios mato-grossenses não há registros de casos de dengue, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Os privilegiados são Luciara e Canabrava do Norte, nos quais coincidentemente a grande parte dos habitantes ainda vive em comunidades ou fazendas na zona rural. Luciara é o único onde o Serviço de Vigilância Epidemiológica não encontrou ovos do mosquito Aedes aegypti, o que se subentende que o inseto ainda não está presente. Canabrava também parecia isenta desse transmissor de doença até o início deste ano, quando os primeiros ovos foram detectados. O município de Luciana fica no Norte, quase da divisa com o Pará, distante 1.180 quilômetros de Cuiabá, têm pouco mais de 3,5 mil moradores, 75% morando no campo e compõe a microrregião de Alta Floresta. Canabrava do Norte está ao nordeste do estado, tem uma população de pouco mais de 5 mil habitantes, 63% na zona rural, e fica a 1.132 quilômetros da capital. Em Nova Monte Verde e Bom Jesus do Araguaia também não havia notificação da doença até 2008. A partir deste ano, porém, passaram a integrar a lista das cidades com registros de dengue, segundo a coordenação de Vigilância Ambiental no Estado. O coordenador da Vigilância, Oberdan Ferreira Lira, acha que a chegada da dengue nessas regiões é uma questão de tempo, assim como aconteceu nos outros municípios. Ele explica que o trânsito de pessoas doentes ou apenas contaminadas com o vírus da dengue entre as cidades faz com que o vetor e a doença se espalhem. Em Luciara, apesar do Aedes aegypty não ter sido encontrado, há registros de pessoas em tratamento de dengue. Na semana passada, por exemplo, havia uma moradora de Nova Xavantina com suspeita de dengue em consulta médica, segundo informações de uma funcionária da unidade de saúde. Lá, a comunidade está se mobilizando na tentativa de se manter livre do mosquito e da doença. No próximo dia 22, serão promovidas palestras educativas em escolas, creches e órgãos públicos. No dia seguinte, será o Dia D, quando estudantes, professores e pais participarão da campanha de eliminação de recipientes que podem servir de criadouro.