CIDADES
Domingo, 28 de Outubro de 2012, 19h:56
A
A
Sispumc cobra valorização dos servidores
O presidente do Sispumc (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá), Jaime Metelo, diz que quer saber como acontecerá, na prática, a valorização do servidor público municipal tão citada nos discursos de campanha pelos candidatos, inclusive o eleito. Os salários, lembra ele, estão em dia, mas de longe os valores pagos demonstram qualquer reconhecimento da importância dos trabalhadores para a gestão pública. De acordo com Jaime Metelo, há quase 17 anos, em 1995, ocorreu a última reposição geral, que foi de 29%. Desde então, a luta do trabalhador passou a ser para receber o salário, sendo obrigado até a ser fiador da prefeitura em financiamento no modelo CDC(Crédito Diretor ao Consumidor) para receber o próprio salário. Além disso, desde a tentativa frustrada de implantar um único PCCS (Plano de Carreira, Cargos e Salários), que chegou a ser aprovado em 2007, a Prefeitura passou a criar planos individuais, conforme a demonstração de força e a necessidade de cada categoria para o funcionamento do serviço público. Metelo diz na prefeitura existem pelo menos 10 PCCS implantados, alguns apresentando melhorias salariais para seus integrantes, mas nenhum dentro daquilo que se espera. O máximo que algumas categorias conseguiram em 17 anos de congelamento foram 10% de reposição, reclama o sindicalista. No entendimento dele, o novo prefeito não pode atender categorias individualmente, conforme o poder de pressão e a capacidade de mobilização para greve. Quando houver reajuste que seja geral, para todos, completa ele. Ele diz que isso não quer dizer que não seja justo o que aqueles receberam, mas seria justo mesmo se atendesse a todos, como deveria ser o papel do gestor público. O ingresso de trabalhadores sem concurso, por indicação política, como acontece com boa parte dos 6.249 contratados, é outro ponto de críticas. Ele lembra que o concurso é necessário e obrigatório por lei, mas não vem sendo uma prática dos gestores. A melhoria das condições de trabalho e a oferta de cursos de atualização, que capacitem os servidores para o exercício das funções e ascensão na carreira, também fazem parte das reivindicações do Sispumc. O agravante é que entre a maioria deles a insatisfação com os salários é notória, assim como a esperança no atendimento de suas reivindicações. Entretanto, com os salários congelados desde 1995 e fragmentados por categoria, cada uma em plano próprio de carreira e cargo(PCCS), os servidores estão desmobilizados. (AA)