Sindimed diz que vai recorrer da decisão de 60% do efetivo
A queda de braço entre médicos e a prefeitura de Várzea Grande ainda não chegou ao fim. Em greve há 36 dias, os médicos agora vão contestar na Justiça a liminar que os obriga a manter um efetivo de 80% no Pronto-Socorro da cidade e outros 60% na rede básica de saúde enquanto durar o movimento grevista. Quem mais sofre com o impasse é a população. Só no período deixaram de ser atendidas 65 mil pessoas. Para o representante do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Edinaldo Lemos, a categoria defende a manutenção do mínimo do efetivo previsto em lei que é de 30%, enfatiza. Outra situação que atrapalha as negociações ocorreu no último dia de 2010. O prefeito da cidade, Murilo Domingos, reincidiu os contratos de todos os médicos temporários da rede básica. Em números absolutos, são 190 médicos sem contrato de um total de 260. Ainda segundo Lemos, eles continuam trabalhando sem nenhuma garantia de que serão recontratados. O Sindimed teme que, se recontratados, a prefeitura possa desconsiderar todos os dias trabalhados sem contrato. Nós defendemos que os novos contratos sejam retroativos a 1º de janeiro, diz Lemos. Caso isso não aconteça, o representante da categoria pretende atender à decisão judicial apenas com os médicos concursados e devidamente contratados, o que vai prejudicar ainda mais os atendimentos. IMPASSE O Sindimed também vai pedir na Justiça a criação de uma câmara de negociação judicial, já que nas últimas quatro reuniões formais entre as partes não houve avanço. Os médicos reivindicam pagamento imediato do aumento salarial e da verba indenizatória, que está há quatro meses em atraso. A prefeitura chegou a propor pagamentos parcelados à categoria. Várzea Grande conta com 260 médicos na rede básica de saúde e outros 240 no Pronto-Socorro. (DM)