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CIDADES
Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012, 21h:17

EDUCAÇÃO

Sindicato investiga obras

Denúncias foram apresentadas por diretores, que temem o atraso nas obras, que já geram transtorno para professores e alunos, que sofrem com a redução do desempenho

STÉFANIE MEDEIROS
Da Reportagem
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), subsede de Cuiabá, após receber a denúncia de várias unidades de ensino, está investigando se as obras de reforma, que se iniciaram em julho, vão ser paralisadas ou não. De acordo com o presidente do sindicato, João Custódio, o Sintep recebeu a ligação dos diretores de três unidades, aflitos para saber se os rumores de que as reformas vão ser interrompidas era ou não verdade. Ele explicou que ainda não houve nenhum comunicado ou nota oficial por parte da Secretaria Municipal de Educação sobre o assunto. No entanto, o sindicato já está investigando cada unidade para saber o andamento e a situação das obras. Custódio explicou que a razão para uma paralisação das reformas seria um mau planejamento. Ele contou o caso de uma escola que tinha o orçamento das obras por volta de R$ 200 mil, mas que acabou extrapolando para aproximadamente R$ 600 mil. “É uma falta de organização muito grande, por isso as coisas fogem do que estava previsto” Quanto ao prejuízo que uma paralisação traria aos alunos e à rotina escolar, o presidente do Sintepe, subsede Cuiabá, explica que eles já estão sendo afetados. Em muitas escolas, alunos de turmas diferentes têm que dividir a mesma sala de aula. Em outra, espaços alternativos foram alugados para dar continuidade ao ano letivo. “As reformas já afetam o desempenho escolar dos jovens. Se realmente houver um paralisação das obras, esse prejuízo vai ser prolongado”, esclareceu. A diretora da Escola Municipal de 1º Grau Marechal Cândido Rondon, Marilza Lopez, disse que as obras ainda não estão paralisadas, mas vão sofrer um redimensionamento nas planilhas de construção. Segundo ela, havia um problema no planejamento, e por isto foi necessária uma reorganização. O prazo original para a conclusão da reforma é dia 13 de dezembro. Marilza ainda não sabe se este prazo vai ser estendido ou não, pois ainda aguarda um comunicado da secretaria. A diretora ainda explicou que a unidade está parcialmente interditada por conta da reforma, e que quatro salas foram alugadas na igreja São Pedro, próxima a sede da escola. Ela disse que uma reunião com os gestores da rede municipal com o secretario de educação, Silvio Fidélis, já está marcada para discutir como será este replanejamento. A Escola Municipal Constança Figueredo Bem Bem foi outra a fazer uma denúncia ao sindicato. Segundo a diretoria da unidade, eles não passavam por uma reforma há vinte anos e estão muito satisfeitos com a que está sendo feita. Eles acreditam que a paralisação das obras seja apenas um boato, e aguardam uma posição da secretaria. O secretário municipal de educação, Silvio Fidélis, disse ao Diário que as obras não vão ser paralisadas. O que está acontecendo é apenas uma reorganização, que será discutido na reunião com os gestores, na semana que vem. O secretário ressaltou que um replanejamento não significa atraso na conclusão das reformas, que estão todas dentro do prazo estipulado. Segundo ele, estes as denúncias se qualificam em uma situação eleitoreira, e não técnica.

Edição EDIÇÃO 16967




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