CIDADES
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008, 21h:01
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SES diz que levantamento não aponta a realidade sobre MT
O secretário-adjunto de Estado de Saúde, Victor Rodrigues, informa que basta a cobertura integral do Programa de Saúde da Família (PSF) no Estado para contestar os dados da OMS. É mentira, todos os municípios de Mato Grosso têm médicos, afirma, com base nos últimos levantamentos sobre o Programa. A orientação da OMS (um médico para cada mil habitantes) não deve ser necessariamente seguida, defende o secretário, visto que o modelo brasileiro de atenção básica prevê o trabalho de um médico para cada grupo populacional de 3.500 pessoas. Além disso, não haveria a necessidade de um médico em cada cidade, pois a administração em saúde trabalha com grandes populações, não cidades. Assim, considera-se que uma cidade pode ser bem atendida mesmo que o profissional não viva nela, e os consórcios e parcerias entre municípios sustentam o atendimento à população. Rodrigues informa que, entre os diversos tipos de repasse, cada município recebe recursos especificamente calculados por parte do Estado. Cuiabá, por exemplo, é referência no Estado e, por isso, recebe dele mais recursos devido ao atendimento que presta, por meio de sua rede municipal, a pacientes de outras localidades. Dependendo do município, diz Rodrigues, o governo pode investir até R$ 8 mil por equipe de PSF para que o município a mantenha, o que gera salários de até R$ 15 mil por médico em cidades não consideradas atrativas pela força de trabalho. O Programa de Saúde da Família compreende equipes multi-profissionais, que acompanham um número definido de famílias em determinada região, atuando na prevenção, na recuperação e na manutenção da saúde. (RD)