CIDADES
Quarta-feira, 15 de Junho de 2011, 21h:54
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UNIVERSIDADE FEDERAL
Servidores fecham entrada principal
ALECY ALVES
Da Reportagem
Hoje, a partir das 8h30, a principal portaria de acesso à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - pela avenida Fernando Corrêa da Costa -, deverá ser fechada para a assembleia dos servidores técnicos e administrativos. Em greve há 10 dias, os trabalhadores planejam se reunir nesse local e, depois seguir em passeata até a o trevo da mesma avenida, onde devem distribuir aos motoristas e pedestres uma carta aberta sobre o movimento grevista. No documento, os servidores explicam que após várias tentativas de negociação com o governo federal decidiram pela paralisação. Também abordam as reivindicações apresentadas, entre as quais a reposição das perdas salariais e o piso salarial equivalente a três salários mínimos (esse seria o menor salário base da instituição). Em tom de protesto, os servidores exigem igualdade de tratamento, numa referência ao aumento salarial de 60% aprovado ano passado pelo Congresso para os deputados e senadores. O servidor Benedito Ferraz, membro do Comando de Greve em Mato Grosso, reclamou que até o momento o governo não abriu negociações com os grevistas. Entretanto, os trabalhadores estão determinador em manter o movimento. Os professores da UFMT também estão mobilizados, mas ainda não aprovaram a greve. Ontem à tarde, a categoria se reuniu em mais uma assembleia e, depois de quase duas horas de debates, decidiu pela aprovação de indicativo de greve, sem data determinada. A categoria se manifestou contra várias medidas praticadas pelo governo nas universidades, as contratações de professores substitutos e temporários, o sucateamento da estrutura física, o congelamento dos salários até 2019, como propõe projeto em tramitação na Câmara Federal. Também, obviamente, cobraram perdas salariais que, segundo as contas dos trabalhadores, já passam dos 152% nos 12 anos sem correção. Na próxima assembleia, marcada para o dia 28, além de questões nacionais, os professores devem traçar pauta de reivindicações específicas dos campi de Mato Grosso. De acordo com o presidente da Associação dos Docentes (Adufmat), Carlos Alberto Eilert, embora haja forte inclinação para a greve, não podem dizer que param ou não, pois essa decisão caberá à base.