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CIDADES
Quinta-feira, 23 de Maio de 2013, 20h:44

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Servidores e presidente tentam por fim à greve

Na tentativa de colocar um ponto final à paralisação dos servidores do Judiciário estadual, o presidente do sindicato da categoria, Rosenwal Rodrigues, e o desembargador Orlando Perri, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sentam à mesa nesta sexta-feira (24). O encontro está previsto para acontecer às 10 horas, na sala da presidência do TJ. É a primeira reunião entre as partes desde que os servidores entraram em greve, há 12 dias. Mesmo após decisão proferida pelo desembargador Adilson Polegato no início desta semana, classificando a paralisação como ilegal, os trabalhadores, estimulados por Rosenwal, decidiram manter o movimento grevista. O não-cumprimento da decisão de retomar as atividades, segundo a decisão do desembargador, gera multa diária ao sindicato. “Temos nosso jurídico para nos defender. Não tememos represálias. A maior represália é a não aplicação do PCCR”, pontua o sindicalista, se referindo ao Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações. Além da implementação da progressão funcional na tabela salarial, os servidores têm como reivindicação primordial o reajuste no valor do auxílio alimentação, de R$ 300 para R$ 900. Rosenwal evitou falar em fim da greve, mas demonstrou otimismo - ainda que de forma tímida -, quanto à resolução dos impasses, com a reunião com Perri. “Os presidentes [do Tribunal de Justiça] são eleitos para resolver os problemas [da instituição]. Acreditamos que ele [Perri] queira de fato buscar uma solução. A reunião é uma demonstração disso. As coisas começam a fluir”, disse. O sindicalista enfatizou, porém, que a categoria só topa voltar aos trabalhos se o presidente do Tribunal apresentar propostas concretas, que venham a atender as reivindicações dos trabalhadores. Em todo o Estado, 5,5 mil servidores compõem o quadro de funcionários do Judiciário de Mato Grosso. Desses, 2,5 mil são comissionados. O Sinjusmat assegura que os 30% dos serviços, como determina a constituição, estão sendo mantidos. Prazos processuais – Pelo menos seis comarcas do Estado já informaram ao TJMT que os prazos processuais foram suspensos em virtude da greve. A interrupção dos prazos foi uma orientação do presidente Orlando Perri e deve ocorrer nas comarcas em que for identificado movimento grevista. As comarcas que tiveram os prazos suspensos são Cuiabá, Guiratinga, Jaciara, Nova Mutum, Primavera do Leste e Rondonópolis. (HF)

Edição EDIÇÃO 16962




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