O delegado da Delegacia Fazendária, Massao Ohara, suspeita da participação de servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente no esquema de fraude na liberação de plano de manejo a madeireiros. Ele se baseia no fato de, em determinados casos, a aprovação dos projetos acontecer em um pequeno espaço de tempo. Como o próprio secretário (da Sema, Luiz Henrique Daldegan) disse, o tempo médio de aprovação dos planos é 90 dias, mas as investigações mostram aprovações ocorridas em 20 dias, argumentou Ohara, durante entrevista coletiva ontem sobre o primeiro dia da Operação Guilhotina. Conforme o delegado, os presos na Guilhotina estão sendo acusados de vários crimes: falsificação, estelionato, formação de quadrilha ou bando, lavagem de dinheiro e crime contra a administração pública. Detalhista, Ohara fez contas e concluiu que os 81,8 mil metros cúbicos de madeira extraídos mediante fraude seriam suficientes para encher 4.091 carretas que, enfileiradas, ocupariam 60,8 quilômetros de uma rodovia. As ações continuam hoje, quando os nomes dos envolvidos ainda permanecerão sob sigilo. Conforme o delegado, ele é importante porque membros da mesma família fazem parte do esquema, mas alguns foram presos e outros não. A divulgação do nome, portanto, atrapalharia a ação. (AA)