Os trabalhadores da rede municipal de educação continuam mobilizados em Várzea Grande. Eles cobram a implantação do Plano de Cargo, Carreira e Salário (PCCS), conforme está previsto na Lei 11.731/2008, que regulariza o piso nacional dos profissionais do magistério. Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público subsede Várzea Grande (Sintep), Maria Aparecida Cortes, a categoria reivindica o piso de R$ 1.132. O valor está dentro da capacidade financeira do município, disse. Além disso, conforme Cortes, boa parte das escolas da rede municipal continua funcionando de forma precária em função de demissão dos agentes administrativos, que inclui profissionais como merendeiras, vigias e zeladores. Por conta das demissões, 25 escolas do município suspenderam as atividades atingindo aproximadamente 12 mil alunos. Já retornaram, mas estão funcionando de forma precária, afirmou. Para o Sintep, 490 contratados foram demitidos de forma arbitrária. Uma das preocupações apontadas por Cortes é a falta de zeladores nas unidades. É o zelador que toma conta da criança na hora da saída e entrada da escola. Sem esse profissional, ela fica exposta e se essa criança sofrer um acidente ou desaparecer, a responsabilidade é da administração, frisou. O secretário de Educação e Cultura (SMEC), Isac Nassardem, garantiu que todas as escolas da rede municipal estão funcionando normalmente. Estamos lotando e transferindo os efetivos e não tivemos informação de nenhum incidente, disse Nassardem alegando que o rompimento dos contratos atingiu apenas os excessos. O secretário informou ainda que a SMEC criou uma equipe para elaborar o PCCS. Estamos focados na implantação do piso e estamos trabalhando de acordo com a lei federal, afirmou.