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CIDADES
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008, 20h:39

TRIBUNAL DO JÚRI

Sentença de ex-PM é de 12 anos de prisão

DANA CAMPOS
Da Reportagem
A Justiça condenou o ex-policial militar Evaldo Santana de Miranda a 12 anos de reclusão pelo seqüestro, morte e ocultação do cadáver de Márcio Aurélio Leocácio Rosa. O crime aconteceu em Santo Antônio de Leverger, em agosto de 2005. Conforme um dos advogados de defesa do ex-PM, José Marcílio Donegá, Miranda cumprirá a pena no presídio militar, onde já era mantido enquanto aguardava pelo trâmite do processo. O julgamento, que durou mais de oito horas, seria realizado no município, distante 35 quilômetros de Cuiabá, mas foi desaforado – mudança de Comarca –, para a Capital a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) que, à época, recebeu denúncias de que as testemunhas do crime estariam sendo ameaçadas e estariam amedrontadas em comparecer em juízo, temendo represálias. A juíza Mônica Catarina Perri ouviu quatro testemunhas de acusação – o delegado da época, Gerson Vinícius Pereira, o casal Roberto Carlos Gomes Dias e Maria José de Castro e o irmão da vítima, Marcelo Leocácio Rosa. Para o promotor João Augusto Veras Gadelha, o resultado da condenação foi satisfatório. “Não foi uma pena pequena, nem exorbitante”, apontou. Entretanto, conforme Donegá, o réu já cumpriu três anos de detenção. “Assim que a sentença transitar em julgado e, após a expedição da guia de execução (cerca de 30 dias), vamos entrar com o pedido de benefício da pena”, destacou o advogado. O que, de acordo com a defesa, fará com que Miranda cumpra a pena em regime semi-aberto – passará o dia fora da cadeia, retornando à noite para repouso. CRIME – Conforme o promotor, o motivo do assassinato teria sido o furto da moto do irmão de Evaldo, Rutênio Pires de Miranda, também acusado no caso. Após o crime, os irmãos, na companhia de mais um comparsa – ainda foragido –, pegaram Márcio Aurélio, também conhecido como “Parrudo”, na casa dele, amarraram e colocaram-no dentro do porta-malas de um carro, juntamente com Roberto Carlos e Maria José – testemunhas no julgamento. Eles chegaram a libertar o casal, mas, desde então, a vítima não foi mais vista. A partir de uma denúncia anônima feita na época, a polícia conseguiu localizar uma ossada na região onde os irmãos tinham uma chácara. Junto com os ossos, havia materiais que indicavam pertencer à vítima. Rutênio Pires de Miranda também seria julgado ontem, juntamente com o irmão. No entanto, o advogado de defesa, Valdir Caldas, alegou não ter condições de presenciar o júri e pediu adiamento do julgamento, que ficou marcado para o próximo dia 24.

Edição EDIÇÃO 16962




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