CIDADES
Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2007, 20h:56
A
A
VÁRZEA GRANDE
Sem integração no transporte
KEKA WERNECK
Da Reportagem
A dona-de-casa Edna Regina, 20 anos, só sai de casa para levar Vitor César, 2 meses, ao médico. O bebê está nos primeiros dias de vida e exige acompanhamento toda hora. Ela mora em Várzea Grande. E tem que pegar dois ônibus para ir ao Hospital e Pronto-Socorro Municipal da cidade, as linhas Unipark e 13 de Setembro. Se não passa pelo Terminal André Maggi, tem que pagar duas viagens: R$ 3,60. É que usuários reclamam que, diferentemente do que foi anunciado, os ônibus municipais de Várzea Grande, que são de uma empresa só, a União Transportes, não estão integrando em qualquer ponto, desde 1 de fevereiro. Para garantir o direito aos passageiros de ônibus, o superintendente de Trânsito e Transportes Urbanos da cidade, Tarciso Bassan, assinou a portaria 002/2007. Para ele, que respondeu à reportagem por meio da assessoria de imprensa, o decreto está valendo. E garante que pediu uma fiscalização do setor de engenharia de trânsito. O gerente de Tráfego da União Transporte, Júlio Pacheco, também afirma que os usuários estão podendo fazer integração em qualquer ponto, mas não em linhas que fazem o mesmo eixo, como as 24 de Dezembro, 13 de Setembro e Primavera. O passageiro tem que seguir até o seu destino final, não tem que parar para nada para depois seguir na mesma direção, opina ele, ao ser indagado sobre a necessidade de muitos em interromper a viagem, para, por exemplo, pagar uma conta, ir a um banco ou fazer qualquer outra coisa. Esse não é o objetivo da integração. Ainda de acordo com Pacheco, a frota em Várzea Grande é de 77 carros. São os chamados verdinhos. Os azuis da mesma empresa fazem caminhos intermunicipais. O passe dentro de VG custa R$ 1,80. A norma da integração em qualquer ponto deveria ter entrado em vigor dia 15 de janeiro, mas a empresa União Transportes pediu um prazo para se adequar ao sistema, até 1 de fevereiro.