CIDADES
Sábado, 10 de Outubro de 2009, 17h:33
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GOIABEIRAS
Seguranças responderão na Justiça
A Justiça acatou ontem denúncia interposta pelo Ministério Público contra os quatro ex-seguranças do Goiabeiras Shopping, acusados de cometer homicídio triplamente qualificado do vendedor ambulante Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, aos 31 anos. A decisão da juíza Mônica Catarina Perri também mantém todos eles detidos na Penitenciária Central da Cidade, antigo Pascoal Ramos. A prisão temporária de Jorge Dourado Nery, Valdenor Morares e Ednaldo Belo venceria hoje. Com a decisão que acatou a prisão preventiva, todos, inclusive o segurança Jefferson Medeiros, continuarão presos. O MPE encaminhou na quinta-feira a denúncia para a 12ª Vara Criminal com parecer favorável à prisão deles, depois de pedida pela Polícia Civil. De acordo com o documento, o crime ocorreu por motivo torpe, com a utilização de meio cruel e sem que a vítima tivesse como se defender. Além do crime de homicídio qualificado, Jefferson Luiz Lima Medeiros também deve responder por furto qualificado e denunciação caluniosa. Outro que também responderá por furto é Valdenor de Moraes, já Ednaldo Rodrigues Belo deverá responder também por denunciação caluniosa. Os quatro seguranças vão responder ainda por fraude processual, previsto no artigo 347 do Código Penal. Para o Ministério Público, não há dúvidas de que a ação praticada pelos denunciados foi revestida de crueldade e causou um sofrimento intenso e absolutamente desnecessário à vítima que ficou, durante todo o tempo, à mercê da ira dos denunciados, apanhando sem poder esboçar qualquer reação em sua defesa. DEFESA O advogado de defesa de Jorge Nery e Ednaldo Belo, Bento Filho, informou que vai protocolar, na terça-feira, o habeas corpus para que seus clientes possam responder em liberdade. Não vou discutir o mérito se eles são inocentes ou não, não é o momento. Vamos questionar a ilegalidade da prisão, afirmou. Segundo o advogado, os argumentos de que eles poderiam coagir testemunhas ou de fugir durante a instrução criminal não se justifica. Eles têm família constituída aqui. Além disso, Bento Filho alega que os seguranças colaboraram com as investigações, entregando inclusive uma filmagem feita pelo celular de Belo que ajudou a esclarecer como Reginaldo chegou ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá no dia 29 de agosto. O advogado de Jefferson Medeiros, Rafael Poffo, informou que não deverá solicitar a liberdade de seu cliente por enquanto. Vamos esperar os ânimos se acalmarem, disse. A reportagem tentou contato com o advogado de Valdenor Moraes, Carlos Braga, sem sucesso. (SS)