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CIDADES
Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 21h:03

EDUCAÇÃO

Seduc se diz incapacitada para negociar

Pasta afirma não ter mais condições de oferecer propostas aos trabalhadores, em greve geral desde ontem, para atingir piso de R$ 1.312

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
A Secretaria de Estado de Educação informou que não tem condições de oferecer nova proposta para tentar acabar com a greve dos profissionais do setor na rede estadual, que começou ontem, e que agora caberá ao governo tentar negociar. O Sindicato que representa a categoria recusou a última proposta feita pela Pasta. Ontem, depois de audiência pública na Assembleia Legislativa, ficou acertada uma reunião na quarta-feira entre os trabalhadores do Ensino Público e o governador Silval Barbosa. Os profissionais querem piso imediato de R$ 1.312 e a convocação de professores aprovados no último concurso. Eles garantem que não vão retomar as atividades enquanto as reivindicações não forem atingidas. A última proposta, feita pelo Estado na sexta-feira passada, previa reajuste de 5% no salário em dezembro. Recentemente, também foi aprovado pelos deputados aumento salarial de 10%. “O governo nos apresentou uma proposta cheia de falhas e danosa para a nossa carreira”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Gilmar Soares Ferreira. Segundo ele, o Estado pagaria, neste primeiro momento, R$ 1.312 apenas para os profissionais que têm nível médio, ficando o restante para dezembro. A alternativa aumentaria o salário de 94 professores e 930 técnicos administrativos. “Nós não podemos aceitar isso, queremos o piso para todos. Recusamos a primeira proposta e, agora, esta também”, afirmou. A primeira proposta do governo recusada pelo Sintep previa aumento gradual do salário até atingir o piso de R$ 1.312 em abril do próximo ano. A secretária Rosa Neide Sanches disse que a Seduc não vai se pronunciar mais sobre as propostas, e que agora cabe ao governo, por meio das secretarias de Administração e Fazenda, tentar negociar novo acordo com os professores e demais profissionais em greve. “A Secretaria não tem recursos para atender a reivindicação. Já gastamos 87% do nosso orçamento com salários, não temos condições de comprometer mais nossos recursos”, declarou. Para ela, a decisão de entrar em greve foi precipitada. “A Seduc e o Sintep estavam em negociação há meses. Não havia necessidade de parar”. A greve afeta 345 mil estudantes em 730 escolas públicas em todo o Estado. Mato Grosso tem cerca de 30 mil profissionais da Educação, sendo 17 mil professores. Engrossam o movimento estadual dos trabalhadores da Educação paralisações de servidores da área em diversos municípios, como Cáceres – parados há dois meses - e Várzea Grande, que iniciou há cerca de 20 dias.

Edição EDIÇÃO 16962




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