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CIDADES
Terça-feira, 26 de Julho de 2016, 20h:13

GREVISMO

Seduc e Sintep tentam chegar a acordo

Depois de mais de quatro horas de reunião, os servidores da rede estadual de educação e o Governo do Estado conseguiram avançar em três pontos

Aline Almeida
Da Reportagem
Depois de mais de quatro horas de reunião, os servidores da rede estadual de educação e o Governo do Estado conseguiram avançar nos três pontos que culminaram na greve da categoria que está prestes a completar dois mês. Agora os encaminhamentos serão levados à assembleia geral dos professores que ocorrerá somente na próxima segunda-feira (1º/08). Entre as demandas, o sindicato levou a suspensão integral do edital das Parcerias Público Privadas (PPP) e convocação das conferências participativas para debater o assunto; proposta para integralizar os percentuais da Lei 510/13 até a próxima data-base da categoria, evitando prejuízos nas futuras negociações e comprometimento da política da dobra do poder de compra dos salários. O ponto em relação ao concurso público já estava avançado e o Governo deve publicar em breve o número de vagas. O Governo propôs que o projeto das Parcerias Público Privadas seja elaborado, o que deve ser feito até setembro, para depois então ser suspenso, como pedem os servidores. O secretário de Educação, Marco Marrafon, garantiu que todas as pautas polêmicas do projeto serão retiradas. Depois de concluído, o projeto será levado para debates e avaliações por meio de conferências. A sociedade é quem deve decidir sobre o modelo. Já em relação ao poder de compra, ficou firmado que o Governo deve fazer o pagamento integral do reajuste em 2017. Para isso, será criado um grupo de trabalho que vai analisar periodicamente as finanças do Estado – e a integralização deve ser feita sem as perdas. Os servidores pedem a integralização do reajuste, que é de 3,98%, mais os 7,5%, que já são garantidos aos profissionais em lei. “O Sintep não considera a proposta um avanço, mas um encaminhamento, já que a os servidores já começam o ano com as perdas”, disse o presidente do Sintep, Henrique Lopes do Nascimento. Durante toda a reunião, que foi intermediada pelo promotor de justiça Henrique Schneider, os servidores da educação e a Secretaria de Estado de Educação tiveram a oportunidade de expor suas demandas e possibilidades de negociação. O promotor chegou a propor alternativas. Ele confirmou que o Ministério Público Estadual estará de perto acompanhando este assunto e apontou até mesmo a possibilidade de abrir um inquérito civil para a demanda. “Vamos tentar achar um caminho para essa demanda, mas, se houver outra greve, vamos lavar as mãos”, disse Schneider. Solange Cristina Rodrigues, que é mãe de um adolescente de 16 anos que estuda na Escola Estadual Jaime Veríssimo de Campos em Várzea Grande, esteve representando os pais na reunião. Ela conta que os pais e alunos já montaram um grupo na busca da volta às aulas. A mãe frisa que a intenção não é defender o Sintep ou o Governo, mas buscar a volta às aulas, já que o ano letivo pode estar comprometido. “Dá a impressão de que ninguém quer ceder. Vi que tudo está sendo levado em consideração, o direito dos professores, o direito do Estado. Mas onde está o direito do aluno?”, indagou a mãe.

Edição EDIÇÃO 16966




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