A Secopa publicou ontem no Diário Oficial um adendo ao edital de licitação do VLT com exigências para a habilitação de empresas estrangeiras. Faltando menos de um mês para a abertura das propostas da concorrência, a inclusão das informações foi justificada pela secretaria como um excesso de zelo. Este adendo apenas reitera o que já é uma norma do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, afirmou o secretário Eder Moraes. Segundo ele, a decisão de alterar o edital foi tomada após uma consulta ao TCU (Tribunal de Contas da União), que não identificou riscos ao cronograma da concorrência. Recentemente, a licitação para o viaduto do Despraiado, na Miguel Sutil, foi suspensa pelo TCE em razão de alterações feitas no edital. Por determinação do tribunal, a secretaria teve de abrir novo prazo para propostas relacionadas à obra. O risco não existe no caso do VLT, diz o secretário. São situações distintas. Este adendo não interfere em preço ou na proposta, afirma. O adendo foi sugerido pela Auditoria Geral do Estado, em razão de sucessivos questionamentos feitos por empresas interessadas. O regulamento existe há doze anos. Preferimos pecar pelo excesso, que pela omissão, disse Alysson Sander de Souza, superintendente de Auditoria. (RV)