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CIDADES
Segunda-feira, 18 de Abril de 2016, 20h:21

VIOLÊNCIA

Sargento da PM é morto em Cuiabá

Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
Um sargento da Polícia Militar, identificado como Danilo Neves Ramires, de 51 anos, foi assassinado com dois tiros de pistola semiautomática .40 no fim da manhã de domingo (17), no bairro CPA III, em Cuiabá. O principal suspeito foi identificado como Diego da Silva Paiva, preso na casa da mãe dele, no bairro Osmar Cabral -- zona Sul da Capital -- perto das 22 horas do mesmo domingo. A ação rápida foi realizada com uma conjugação de forças policiais civis e militares, além dos batalhões de elite respectivos, em ação integrada. Entre o cometimento do crime e a prisão, menos de doze horas se passaram, de acordo com o divulgado pelas polícias. A motivação para o assassinato, segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil e sua Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi uma discussão por motivo banal há cerca de uma semana, ocorrida entre o sargento-PM e Diego. Seria, portanto, um acerto de contas entre desafetos. Segundo a responsável por conduzir a equipe de agentes da DHPP neste caso, a delegada Sílvia Pauluzzi disse que Diego chegou com outros dois comparsas no supermercado onde o sargento Danilo fazia um extra como segurança, para complementar o baixo soldo. Sem nada dizer, conseguiram tomar a semiautomática do sargento e com ela fazer os dois disparos certeiros na cabeça do militar, instado a se deitar no chão para receber a sentença de morte. “Ele foi no sargento e roubou a arma, depois mandou Danilo deitar no chão e disparou três vezes contra a cabeça dele. Um dos comparsas ainda tentou roubar a moto do militar, mas não conseguiu ligá-la e fugiu a pé. Diego e um outro comparsa saíram em um Volkswagen Fox”, explicou doutora Pauluzzi. Desde que o homicídio foi cometido, uma verdadeira força-tarefa policial saiu atrás do assassino do colega. Isso incluiu a aeronave do Ciopaer, os temidos Bope e Rotam, a Força Tática e o setor de inteligência da Polícia Civil. Diego passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (18), depois de já ter, na noite de domingo, prestado depoimento à delegada. O juiz negou a liberdade e ele seguirá preso até seu julgamento definitivo. O velório do Policial Militar aconteceu na Capela Jardins, bairro Bandeirantes, em Cuiabá, e o sepultamento deu-se às 16 horas, no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá, próximo à saída para Santo Antônio de Leverger.

Edição EDIÇÃO 16967




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