Os oito homens presos pela Polícia Federal na Operação Jaguar em Mato Grosso têm mais de 40 anos de idade e consideram um hobby a caça ilegal de animais de grande porte, como onças-pintadas. Eles foram presos na quarta-feira em uma fazenda no município de Nova Santa Helena (622 quilômetros ao norte de Cuiabá). Um integrante do grupo é Policial Militar em Rondonópolis. O delegado da Polícia Federal em Sinop, André Borges, disse que os presos negaram que estavam na fazenda para caçar. Eles disseram que foram ao local apenas para pescar, informou. Os oito homens estão no presídio Ferrugem, em Sinop, à disposição da Justiça. Quatro são argentinos, um paraguaio e três são brasileiros. A Operação Jaguar da Polícia Federal foi deflagrada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, com o objetivo de desmantelar um grupo que caçava ilegalmente animais de grande porte como onças-pintadas, pardas e pretas no Pantanal e em outras regiões. As investigações começaram no ano passado em Corumbá (MS), em conjunto com o Ibama. Os policiais federais conseguiram relatos de que carcaças de onças foram encontradas em algumas fazendas na região do Pantanal sul-mato-grossense. Descobriram também que alguns felinos que estavam sendo monitorados pelo Ibama haviam sumido. A PF também percebeu a presença de pessoas transportando vários cachorros típicos de caça para grandes felinos. Os suspeitos estavam acompanhados do filho do mais famoso caçador de onça do país. Ele e o filho participavam de um programa Pró-carnívoros, promovido pelo Ibama, para disfarça a caça clandestina e predatória de animais na região cometida por eles. No programa, as onças são capturadas para encoleiramento. Segundo a polícia, as caçadas eram organizadas por um caçador profissional identificado como E. A. S., e que mora em Cascavel (PR). Conforme as investigações, os suspeitos iam para o Pantanal com aviões particulares e pousavam em fazendas da região com armas de caça. Os presos serão indiciados por perseguir, caçar ou matar animais da fauna silvestre sem permissão (previstos na Lei de Crimes Ambientais), formação de quadrilha e porte ilegal de arma. (CH com assessoria)