CIDADES
Quarta-feira, 09 de Maio de 2012, 22h:14
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TRÂNSITO
Rodízio de carros é opção
Se o trânsito de Cuiabá piorar e ele vai piorar -, o rodízio de carros pode ser implantado na cidade
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Com a interdição parcial da Avenida Miguel Sutil, no trecho entre o Centro de Eventos Pantanal e o Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá, boa parte dos cerca de cinco mil veículos que trafegavam diariamente pela perimetral passou a utilizar as vias centrais como alternativa. Porém, essa migração intensificou o engarrafamento de carros em pelo menos cinco cruzamentos localizados na região central da Capital. Por ora, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU) descarta a implantação do sistema de rodízio de carros, a exemplo de São Paulo (SP), onde a medida foi adotada com o objetivo de reduzir o caos no trânsito na capital paulista. Lá, de acordo com os finais de suas placas, carros ficam proibidos de circular pelo centro em determinados horários, especialmente nos horários de pico. O diretor de Trânsito da SMTU, Jackson Messias, argumenta que a adoção do sistema de rodízio é uma alternativa, mas ainda prematura, já que o fluxo de carros, no geral, ainda é considerado bom. Por outro lado, Messias admite que hoje não há como fazer o controle ou a fiscalização para garantir o cumprimento da medida, que teria ainda que passar por aprovação da Câmara de Vereadores e sanção do prefeito Francisco Galindo. Atualmente, a SMTU conta com pouco mais de 60 agentes de trânsito, sendo que outros 179 deverão estar nas ruas em junho próximo. Além disso, a SMTU conta com o apoio dos policiais do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar. De concreto no momento e para amenizar os gargalos que surgiram e estão por surgir, a SMTU promete manter equipes nos cinco cruzamentos considerados mais problemáticos, especialmente nos horários de pico. Os pontos identificados são: Coronel Escolástico com Tenente Coronel Duarte (Prainha), Avenida Mato Grosso com Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Isaac Povoas com a Barão de Melgaço, Filinto Müller com a Lava-Pés e Getúlio Vargas com a Barão. A medida quer evitar a lentidão do fluxo de carros, que provoca o aumento de congestionamento em vias adjacentes. Estamos intensificando o trabalho para evitar que motoristas fechem os cruzamentos; vamos ter equipe nos horários das 7h às 8h30 e das 17h às 19 horas, afirmou. Conforme Messias, pelo menos uma vez por semana a SMTU e o Batalhão de Trânsito tem se reunido para avaliar o trânsito na cidade. O comandante do Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar, coronel Wilson Batista, acredita que antes da implantação de uma medida como o rodízio é necessário fazer estudos. É necessária uma ampla avaliação de 60 ou 90 dias para tomar uma decisão como esta, até para se evitar desgastes necessários e para que se consiga efetivar e garantir o cumprimento do rodízio, disse. Para ele, a questão é complexa. Não é tão simples assim adotar o rodízio. Tem que ter, por exemplo, um amplo contingente de fiscalização, afirmou. O forte policiamento é necessário para evitar que motoristas furem o sistema. Batista argumenta ainda que é necessário que as pessoas busquem alternativas para fugir e tentar diminuir o caos no trânsito, que tendem a aumentar com o andamento das obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014. Antes de buscar uma mudança como esta [rodízio], outras alternativas devem ser avaliadas. O Governo do Estado já mudou o horário de entrada e saída do funcionalismo público estadual e outros órgãos como a Prefeitura Municipal, a Câmara de Vereadores e o Poder Judiciário também vêm discutindo o assunto. Há outros caminhos, acredita. Por fim, coronel Batista destacou que a adoção de um sistema de rodízio necessita paralelamente de um sistema de transporte coletivo eficiente, para poder atender o condutor que terá que deixar o carro na garagem.