CIDADES
Terça-feira, 07 de Maio de 2013, 20h:39
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MÉDICOS
Resolução exige qualificação para o PA
Profissionais precisam passam se preparar antes de atuar no pronto-atendimento das unidades de saúde em todo o país
ALECY ALVES
Da Reportagem
Em Mato Grosso, todos os médicos que atendem nos serviços de urgência e emergência, seja em unidades públicas, privadas ou filantrópicas de saúde, terão de comprovar capacitação específica para pronto-atendimento. Conforme a resolução 003/2012, publicada semana passada e divulgada ontem pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), os médicos que descumprirem a exigência serão responsabilizados profissionalmente. O prazo para cumprimento da medida é de 180 dias. Isso significa que a partir de outubro deste ano será considerada irregular a atuação daquele que estiver no PA e não comprovar a habilitação para esse serviço. As implicações legais também recairão sobre os proprietários e gestores das unidades. Para o CRM, conforme a presidente Dalva Alves das Neves, a preocupação é com a qualidade dos serviços oferecidos à população. Os médicos, destaca ela, precisam ter condições de atender bem, saber como avaliar o paciente e fazer os primeiros procedimentos antes de acionar o especialista, se for o caso. Saber, por exemplo, identificar os sintomas de um AVC(acidente vascular cerebral) e um infarto. Dalva Neves lembra que não há exigência de especialidade para atuar na urgência e emergência. Entretanto, observa, não se pode admitir que os médicos saíam da faculdade direto para o serviços. O médico Arlan de Azevedo Ferreira, vice-presidente do CRM, diz que o ensino sobre urgência e emergência oferecido pelos cursos de graduação Medicina não é suficiente para preparar o profissional para atuação na área. Essa falta de preparo, acrescenta, tem sido detectada pelo CRM. O CRM-MT, informa a presidente, está oferece um curso de formação específica gratuitamente a partir de julho. Inicialmente serão 25 vagas, com possibilidade de mais 25 até o final do ano. A partir de hoje, as prefeituras, o governo do Estado, hospitais particulares e filantrópicos serão notificados sobre a nova resolução. A expectativa do CRM é que os órgãos públicos e os próprios hospitais ofereçam o curso aos seus médicos seguindo os parâmetros e conteúdos previstos na resolução. O curso é similar ao exigido para médicos do Samu(Serviço Médico de Urgência) para atendimento de pacientes graves, politraumatizados com risco de morte iminente por exemplo. Tem 60 horas/aulas e ensina, por exemplo, traumas de crânio, tórax, abdome em pacientes comuns e em gestantes. E ainda, síndromes coronarianas agudas, edema agudo pulmonar, AVC isquêmico, assim como manusear o paciente que está em estado crítico.