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CIDADES
Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2011, 20h:38

CASO LEOPOLDINO

Recurso do MPF foi apresentado

ALECY ALVES
Da Reportagem
Em liberdade desde o início da noite de sábado, o empresário Josino Pereira Guimarães, de 56 anos, tomou conhecimento através de seus advogados de que ontem à tarde o Ministério Público Federal protocolou o recurso que pede a anulação da sentença que o absolveu da acusação de mandante do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral. Como essa medida, que consiste no protocolo de uma simples petição, o MPF se manifesta dentro do prazo, que é de cinco dias após a realização do julgamento, que discorda do veredicto dos jurados e quer um novo júri. Feito isso aqui em Mato Grosso, o processo segue para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília-DF, que logo depois o devolve para o Ministério Público oferecer as razões da rejeição da sentença num prazo de oito dias. Caberá aos desembargadores do TRF1 decidir se Josino Guimarães deve ou não ser julgado novamente. Denunciado como mandante da morte de Leopoldino, o empresário estava pronunciado por homicídio duplamente qualificado (mediante paga e motivo torpe), sujeito a pena que poderia variar de 12 a 30 anos de prisão. Enquanto o MPF considera a sentença uma “evidente contradição”, como declarou o procurador Douglas Santos Araújo, a defesa de Josino não vê qualquer erro. Para o advogado Waldir Caldas, não há qualquer problema em os jurados considerarem o réu mandante e mesmo assim absolvê-lo. “Não há razão para esse recurso”, diz. Caldas lembrou que a própria família da vítima fez um apelo para que o MPF não recorresse. Entretanto, se a justiça decidir que o empresário terá de voltar ao banco dos réus, ocorrerá uma nova instrução, ou seja, novas diligências, depoimentos e atos. Waldir Caldas explica que as partes podem arrolar testemunhas e reunir provas que nunca apareceram no curso do processo. PRISÃO – Desde a morte do juiz, ocorrida em 7 de setembro de 1999, na cidade de Concépcion, no Paraguai, Josino esteve preso por duas vezes por causa do crime, uma delas por 100 dias. Na última vez ele estava preso pela farsa que, conforme apurou a Polícia Federal, montou juntamente com o delegado Márcio Pieroni e outros para provar que o juiz estaria vivo, morando na Bolívia. No sábado ele ganhou o direito de recorrer em liberdade.

Edição EDIÇÃO 16967




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