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CIDADES
Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011, 20h:58

CONTRABANDO

Quadrilha tinha ramificação em MT

DAFNE SPOLTI
Da Reportagem
Uma operação da Polícia Federal deflagrada ontem de manhã desarticulou um esquema de contrabando e corrupção policial que envolve vários estados, inclusive Mato Grosso, e três países. A organização criminosa atuava na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina e contava com apoio de policiais federais, civis e militares que garantiam a livre circulação de veículos usados para distribuir os materiais contrabandeados, em troca de dinheiro. A Operação Láparos recebeu este nome em referência à rápida reprodução dos coelhos. Isso justamente por conta do número de estados em que estão sendo necessárias as ações preventivas. De acordo com a assessoria de imprensa Superintendência Regional de Mato Grosso da Polícia Federal, foram expedidos dois mandados de prisão no estado, nas cidades de Paranatinga e Itanhangá. As pessoas, quando encontradas, terão de responder pelos artigos 288, 333 e 334 do Código Penal. Ou seja, por contrabando e formação de quadrilha. Até o início da noite de ontem não havia ainda informações sobre os dois mandados de Mato Grosso serem ou não de policiais. De acordo com informações da Polícia Federal do Paraná, a Operação Láparos expediu ao todo 150 mandados de busca e apreensão e 108 ordens de prisão preventiva, entre elas 43 contra policiais. Essas ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Guaíra e em Umuarama (PR), onde as investigações ocorrem há 14 meses. Nesse período, 202 pessoas foram presas em flagrante. Além disso, houve apreensão de 3 milhões de pacotes de cigarros e 6,5 toneladas de agrotóxicos, ambos contrabandeados do Paraguai; 109 caminhões; 76 automóveis e 13 embarcações. Cerca de 600 policiais federais trabalham no cumprimento das ordens judiciais. De acordo com a Polícia Federal do Paraná, entre as prisões que estavam sendo realizadas ontem, 13 são de policiais civis, 29 de militares e um de policial rodoviário federal. Assim que concluídas as prisões dos policiais, cada um será encaminhado à sua corporação, onde deverão ser mantidos à disposição da Justiça Federal.

Edição EDIÇÃO 16967




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