Os pacientes que ainda não tiveram a sorte de conseguir um transplante e sofrem de insuficiência renal crônica tem que, durante quatro horas, três vezes por semana, passar pela hemodiálise. O estado psicológico das pessoas fica muito comprometido, sendo isso o que mais mata. O paciente vai perdendo a vontade de viver, disse Luzia Canavarros, presidente da Apret. Um dos associados, o aposentado Adyr de Siqueira, de 73 anos, participa do programa de hemodiálise e faz tratamento por conta de um câncer sanguíneo. Segundo ele, os pacientes são muito tristes e geralmente entram em depressão. Siqueira já teve a oportunidade de fazer um transplante, pois um parente, compatível, ofereceu-se para doar parte do rim. Mas minha médica já alertou: pra mim, por ser de idade, já não vale mais a pena. Nós não vamos durar muito mais não, disse. Ter que passar pela hemodiálise e tratamento de câncer deixou Adyr frágil e com complicações. Este ano, quando quebrou a clavícula e precisou fazer uma cirurgia, não pode passar pelo procedimento, pois seus ossos estão fracos. A doutora disse que ia é ser pior se eu fizesse. A gente toma o remédio pra repor o cálcio e outras vitaminas, mas mesmo assim, a gente fica fragilizado. (SM)