A promotora Márcia Furlan, do Ministério Público Estadual (MPE), solicitou oficialmente que a Justiça repasse o processo referente à decisão que trancou o inquérito civil sobre a morte do soldado alagoano Abinoão Soares de Oliveira, 34 anos, num treinamento do governo estadual em 24 de abril. Devido à greve no Judiciário, até ontem a promotora não havia recebido os autos, necessários para que embase qualquer ação do MPE no caso como a possibilidade de recurso contra o próprio trancamento do inquérito e denúncia dos indiciados. A decisão que trancou o inquérito civil foi divulgada um dia antes de a delegada responsável Ana Cristina Feldner entregá-lo à Justiça e ao MPE. Como parte dos servidores do Judiciário está em greve, a prioridade para andamento tem sido dada aos processos com réus presos, o que não é o caso. Daí a expectativa, até agora não correspondida, de providências por parte do MPE no caso de Abinoão, cuja repercussão foi nacional. Enquanto isso, a expectativa também se volta para o inquérito militar, ainda não concluso. Ontem, o comandante da Polícia Militar, coronel Osmar Lino Farias, alegou que o inquérito será concluso e apresentado no prazo legal, mas para isso ainda faltam alguns procedimentos como a reconstituição do caso e a apuração de como cada um dos presentes participou. (RD)