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CIDADES
Quinta-feira, 28 de Junho de 2012, 21h:33

UFMT

Professores fecham centro em protesto contra governo

No que foi caracterizado como um ato histórico no processo de luta por uma educação superior de qualidade, professores, técnicos e estudantes das instituições federais de ensino realizaram ontem pela manhã uma caminhada que percorreu o coração financeiro de Cuiabá. A luta do funcionalismo federal contou com a participação de cerca de 500 pessoas e, pela primeira vez, reuniu as três diferentes entidades do setor: Sindicato Nacional dos Docentes (Andes), Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores (Fasubra) e Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica (Sinasefe). Integrante do comando de greve da UFMT, o professor Maurélio Meneses informou que das 59 universidades federais 56 aderiram ao movimento. “Mais de 90 instituições, entre universidade e institutos, estão parados”, afirmou. Na UFMT, a greve já dura 43 dias. “A duração da greve é uma responsabilidade do governo federal”, frisou. Até ontem pela manhã, o governo federal ainda não havia convocado representantes dos trabalhadores para sentar-se à mesa de negociação. Mesmo que dure por mais tempo, Menezes garantiu que os 200 dias letivos serão respeitados. “Quando terminar a greve, o Consepe se reúne e faz a reestruturação do calendário”, comentou. Isso, no entanto, implica na redução das férias no fim de ano. Antes do início da paralisação, faltava um mês e 13 dias para que os alunos concluíssem o semestre. Presidente do Sinasefe, Roni Rodrigues, informou que dos 11 campi do Instituto Federal nove estão parados. Entre eles, o de Cuiabá, Barra do Garças, Confresa, Juína e São Vicente. No IFMT a greve começou no último dia 18. A principal reivindicação das categorias é pela reestruturação das carreiras. Durante o protesto, os manifestantes distribuíram panfletos em que descrevem as prioridades do governo federal. Segundo eles, do Orçamento da União previsto para este ano, 47,19% são para juros e amortizações da dívida. Fica com a segunda fatia do bolo a Previdência Social, com 18,22%. Já a educação apenas como 3,18%. (JD)

Edição EDIÇÃO 16962




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