CIDADES
Sábado, 05 de Fevereiro de 2011, 14h:41
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Professores explicam como se dá preparação de seminaristas
Como homens comuns, seres humanos sujeitos às tentações de uma sociedade cada vez mais sexualizada, são preparados para o exercício de um ministério no qual a prática do sexo é terminantemente proibida? Com a resposta, os responsáveis pela formação filosófica e teológica do clero da Igreja Católica mato-grossense. O padre José Cobo, 67 anos, dos quais 17 vividos como professor no Sedac (Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa), a única universidade do Estado para formação de padres, diz que, além de vocação para o sacerdócio, é preciso que haja entrega total para servir ao povo, como fez Jesus, por parte do candidato a padre. Quando usa o termo entregar a Deus, explica, fala de uma série de entregas que resultam numa lista na qual fazem parte o celibato, a cultura e o dinheiro, por exemplo. Ele diz que para efetivar essa entrega é necessário que o sacerdote esteja consciente de que terá de abrir mão da própria cultura (ele veio da Espanha há mais de 30 anos) e levar uma vida casta e simples. Cobo critica os padres que gostam de passear em carrões, usar roupas caras e frequentar a alta sociedade. A formação não é apenas para o celibato, mas para algo bem mais bonito, que é seguir a Jesus, destaca. O diretor do Sedac, padre Edson Sestari, completa dizendo que a partir dessa entrega, uma série de diretrizes orienta a formação dos padres nas várias dimensões, incluindo intelectual, espiritual e humano-afetiva, além do exercício continuado da pastoral. Na faculdade o curso tem duração de seis anos. Antecedendo essa formação superior, destaca padre Edson, o jovem faz dois anos de estudo prévio, chamado propedêutico, nos seminários regionais. Quando toma o caminho sacerdotal, o aluno passa a desenvolver seu intelecto com conteúdo diversificado, conhece o projeto traçado por Jesus que na condição de padre desenvolverá por meio da Igreja, estuda psicologia humano-afetiva para aprender como se relacionar com os fieis. O contato com a comunidade é permanente, desde o primeiro momento em que ingressa no curso. Mesmo assim é preciso que atue por um ano numa espécie de experiência pós-formação, antes de ser consagrado. Trabalhamos com pessoas comuns, que chegaram aqui com uma vocação, diz o diretor. O Sedac, sediado em Várzea Grande, no bairro Cristo Rei, tem hoje 95 jovens em fase de formação para o sacerdócio. Nos seminários do interior outros 150 rapazes fazem o curso prévio. (AA)