Todos os servidores da rede estadual da educação -- professores inclusos -- se reuniram nesta segunda-feira (08) e decidiram pela implantação de um indicativo/estado de greve após votação da categoria em assembleia estadual ocorrida na Escola Presidente Médici, centro de Cuiabá. O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado de Mato Grosso (Sintep-MT) disse que a categoria vem tentando negociar há tempos com o governo do Estado, principalmente o aumento fatiado oferecido pela gestão Pedro Taques (PDT). Segundo o decidido no Médici, se o governo estadual não ceder, a rede não voltará a trabalhar das férias de julho. A categoria aprovou um estado de greve, pois ainda não temos uma data definida, mas não aceitamos a decisão do governo, de retaliar a reposição, disse o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes do Nascimento. Submetemos [a proposta] à discussão da categoria, que não concorda com isso. Queremos o cumprimento integral da lei 510, que garante a dobra do poder de compra, queremos que o governo divulgue a data que vai realizar o concurso público e que assegure a receita da educação para a educação, como manda a legislação. Ainda segundo Lopes do Nascimento, toda a segunda-feira foi de mobilização. No dia 17, há uma greve pré-determinada, com uma frente de defesa dos servidores públicos, buscando um envolvimento não só da educação, mas de todo o setor público. O conselho de representantes da categoria vai se reunir até o dia 15 de julho para avaliar a contraproposta do governo. Se depender do humor da categoria hoje, é greve, sem dúvida, porque a assembleia foi bastante participativa e ninguém está contente, seguiu. (RR)