CIDADES
Terça-feira, 23 de Novembro de 2010, 20h:51
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FIM DE ANO
Produtos natalinos serão fiscalizados
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
A fiscalização em torno de produtos e artigos natalinos que já pululam nas prateleiras das lojas deve começar a partir do dia 1º de dezembro em Cuiabá. Por uma semana, os fiscais do Instituto de Metrologia e Qualidade (Imeq) vão verificar se os produtos estão de acordo com as especificações contidas nas embalagens e se seguem as normas de segurança conforme a faixa etária. Se alguma irregularidade for encontrada, o comerciante pode sofrer várias sanções, inclusive ser obrigado a pagar multa pelo dano causado aos consumidores. Garantida com a segunda parcela do 13º salário, a população já anda à procura do que comprar. Para o gerente de suporte técnico da Procuradoria Estadual de Defesa do Consumidor (Procon), Maurel Castro de Amorim, os apressados, neste caso, têm mais chance de economizar dinheiro e ainda adquirir um produto com mais qualidade. O controle do gasto está associado à pesquisa de preço. Quem deixa para comprar na última hora compra um produto com baixa qualidade e mais caro, reflete. Segundo Amorim, eletroeletrônicos e brinquedos são os artigos com mais reclamações no final do ano. Falhas na oferta e no prazo de entrega se transformam em procedimentos administrativos que se avolumam todos os anos no órgão. DICAS - Para evitar desgastes, o consumidor precisa saber qual produto pretende adquirir associado à melhor forma de pagamento. Compras com cartão de crédito, dinheiro e cheque são as mais aceitas no mercado. Uma compra com longo prazo de pagamento sempre sai mais cara pela elevada taxa de juros do que a realizada à vista. Em relação à oferta, o consumidor deve prestar atenção redobrada. Todo mundo deve tomar cuidado na oferta, porque as lojas sempre omitem informações essenciais a respeito do produto, reforça. A dica é ler o contrato de compra nos sites das lojas na internet. Quem não tem acesso à web pode guardar os folderes promocionais, já que também contêm todas as informações do produto. Nas compras feitas em camelôs, o consumidor precisa exigir comprovantes, como recibos e nome das barracas. Nesses estabelecimentos, a nota fiscal não é disponível, porque grande parte deles se encontra em situação irregular. Já em relação às promoções, Amorim adverte: prometeu, tem que cumprir. Se a quantidade de produto em promoção for irrisória, isso tem que ser informado, caso contrário, configura propaganda abusiva. Trocas de produtos com defeito devem ser feitas em até 90 dias. O celular com defeito, por exemplo, também deve ser trocado.