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CIDADES
Sábado, 04 de Dezembro de 2010, 13h:15

Produção sobre áreas úmidas é um dos destaques

Uma das produções científicas que propiciam maior visibilidade à universidade é a pesquisa sobre áreas úmidas, que desde 1980 desenvolve estudos sobre o Pantanal, a maior planície alagada do mundo. A coordenadora desse projeto dentro do Instituto de Biociências, professora Cátia Nunes da Cunha, lembra que essa pesquisa embasou a criação, em 1985, do primeiro curso de pós-graduação em Áreas Alagadas do país. Ela diz que essa decisão impulsionou e fortaleceu a pesquisa ao ponto de fazer com que, anos depois, na década de 90, a UFMT integrasse o primeiro convênio assinado entre os governos brasileiro e alemão para o programa SHIF (Studies on Human Impact on Forests and Floodplains in the Tropics – Estudos do Impacto Humano em Florestas e Planícies nos Trópicos) de estudo de ecossistemas tropicais. Também deu base para capacitação de professores em nível de doutorado para que esses pudessem compor o corpo docente do mestrado em Ecologia e Conservação da Biodiversidade. Nesse campo, a UFMT já formou 218 mestres. Cátia explica que as pesquisas sobre o Pantanal têm uma visão integrada do ecossistema, ou seja, estuda as duas fases distintas, terrestre e aquática, como se fossem dois lados da mesma moeda. Antes, observa, como eram feitas separadamente, não se tinha uma postura conjunta do ecossistema. Ao longo dessas três décadas, na medida em que as pesquisas avançavam, com projetos em várias áreas, entre as quais na mineração, identificava-se a necessidade de fortalecimento das estruturas de apoio. Foi então que a UFMT instituiu o Núcleo de Estudos Ecológicos do Pantanal, que coordena dezenas de projetos na região. (AA)

Edição EDIÇÃO 16963




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