A prisão do motorista Jocinei Aparecido Ferreira do Nascimento, de 32 anos, levou a Polícia Rodoviária Federal a desarticular um esquema de contrabando de fuzis de fabricação russa e cocaína. Os produtos eram trazidos da Bolívia por Corumbá (MS). As encomendas eram coordenadas pela região de Cáceres (cidade a 230 quilômetros da Capital.). Com Nascimento, foram apreendidos 250 quilos de cocaína e um verdadeiro arsenal, incluindo sete fuzis AK-47, fabricados em 2011, na Rússia, cerca de 2.000 munições, além 76 caixas de munições 9 mm. A prisão ocorreu na manhã deste domingo em Corumbá (MS) divisa com a Bolívia. O carregamento e o armamento pesado estavam camuflados no fundo falso de uma carreta Volvo com placas de Várzea Grande. O motorista que reside em Cáceres estava com a família. A esposa e o filho do suspeito foram liberados, uma vez que não foi comprovada a participação deles. No entendimento dos policiais, o armamento seria para abastecer traficantes do Sudeste do país e também integrantes de quadrilha de assalto a banco. Para os policiais, trata-se de um desvio de rota, uma vez que com o policiamento intenso nas BRs 070 e 174, através de tropas federais, os narcotraficantes optaram a entrar com cocaína não mais por Mato Grosso e sim pela rota da BR-262 no Mato Grosso do Sul. Desde que houve o reforço, os traficantes estariam mudando o local de atravessar a fronteira. Conforme os policiais rodoviários federais, essa é a terceira prisão de traficantes de Cáceres que mudaram a rota pelo estado vizinho. No início de maio, o motorista Karlistein Baliero foi preso com uma carreta com 470 quilos de cocaína e 500 munições de fuzil 765mm em Corumbá. Os dois motoristas residem no mesmo bairro em Cáceres, mas os policiais não souberam informação se eles se conheciam. Uma das suspeitas é que eles estariam a serviço da mesma quadrilha de narcotraficantes. No ano passado, o motorista João Rosendo foi preso pela PRF na BR -262 com 674 quilos de cocaína escondidos numa carga de feijão boliviano que estava sendo importado. A coincidência é que tanto o armamento e o carregamento de entorpecentes seriam levados para São Paulo, segundo os suspeitos presos. Isso demonstra que o destino seria mesmo o Sudeste do país, disse um policial.