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CIDADES
Terça-feira, 30 de Março de 2010, 22h:43

TRÂNSITO

Prefeitura derruba prédios no Porto

Após uma década de disputa na Justiça, município conseguiu retirar três garagens de carros usados; intenção é melhorar o trânsito

Depois de quase 10 anos de demanda judicial, a Prefeitura de Cuiabá conseguiu demolir os prédios das três revendedoras de veículos que ficavam praticamente no meio de uma das principais avenidas de Cuiabá, a Beira Rio, no cruzamento com a Tenente Coronel Duarte (Prainha). Essa área fica no bairro do Porto, na frente da Rua Tufik Affi, via que a Prefeitura vendeu ao Atacadão. Uma das lojas de carros estava tão próxima da pista que a passagem simultânea de dois carros trafegando no mesmo sentido Porto-Centro obrigava um dos veículos a passar sobre a pequena faixa de calçada. A demolição teve início nas primeiras horas da manhã de ontem, quando ainda havia carros em exposição nas três garagens. Os funcionários das lojas e da própria prefeitura ajudaram na desocupação dos prédios. O secretário municipal de Infra-Estrutura, Euclides Santos, que coordenava o trabalho, repetia que só deixaria o local quando as três garagens (Brasília, Primus e Avant Veículos) estivessem totalmente no chão. O temor de Santos, pelo menos transparecia, era que os donos das lojas recuassem do acordo firmado com a Prefeitura. Conforme o secretário, os processos judiciais não haviam chegado ao final, mas o entendimento com os empresários deu as ações por encerradas. Conforme ele, a Prefeitura doou um terreno de dimensões semelhantes, localizado na Avenida Carmindo de Campos, perto da sede da Secretaria de Infra-Estrutura e do Parque de Exposições, para cada um dos três empresários. A “briga” pela desocupação dessa área teve início na gestão do então prefeito Roberto França. Na época, a Prefeitura planejava construir no local uma estação de integração do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande e ampliar a via no ponto onde a Beira Rio e a Prainha se cruzam. Outros comerciantes chegaram a deixar a área, mas a permanência dessas três garagens e outras questões administrativas acabaram minando o projeto da Prefeitura. O próximo passo, diz Euclides Santos, é a execução de projetos de melhoria do trânsito. Agora, finalmente, comemorou ele, a pista poderá ser duplicada. “Esse local é um dos cartões de visita de Cuiabá, não poderia continuar como estava”, completou, numa referência aos turistas e visitantes que capital desembarcando no aeroporto Marechal Rondon.

Edição EDIÇÃO 16962




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