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CIDADES
Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2009, 22h:01

FORÇA VERDE

Policiais percorrem rio Cuiabá

Policiais Militares do Núcleo Ambiental do 9º Batalhão, Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), além do Juizado Volante Ambiental (Juvam), deram início na manhã de ontem à operação Força Verde. Quatro equipes de fiscalização percorreram trechos do rio Cuiabá, da Capital até a cidade de Barão de Melgaço, no intento de flagrar a pesca e também o tráfico de animais. São mais de 300 quilômetros a serem fiscalizados. A ação somente será encerrada na manhã de segunda-feira (9). Às 5h de ontem, os policiais e fiscais da Sema participaram de uma reunião na regional Sul da prefeitura de Cuiabá, onde receberam as últimas instruções para a ação. Participaram da reunião o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Antônio Mário Ibanez, o capitão José Carlos, do Núcleo Ambiental, e o coordenador de fiscalização e pesca da Sema, Marcelo Cardoso. De lá, seguiram até a Avenida Beira Rio, onde deram início aos trabalhos. A operação Força Verde é realizada em via terrestre e fluvial, com quatro barcos. Já nas duas primeiras horas da ação, os policiais que percorriam bairros ribeirinhos da Capital mato-grossense apreenderam seis tarrafas em uma casa no bairro Novo Terceiro. Os policiais suspeitaram que no local havia pescado e solicitaram um mandado de busca e apreensão ao Juvam. A equipe do Ciopaer também dará suporte à ação identificando destruidores do meio ambiente e indicando o local por meio de GPS. No rio, foram realizadas dezenas de abordagens e espinhéis foram encontrados. “Além do trabalho repressivo, atuamos em outra frente, a preventiva. O fato de não encontrarmos mais tantos pescadores em situação irregular significa que as ações surtiram efeito”, afirma o tenente coronel Antônio Mário. O coordenador de fiscalização da Sema, Marcelo Cardoso, informou que neste ano mais de 500 redes já foram apreendidas. Segundo ele, cada uma delas representa 15 dias a menos de ‘trabalho’ dos pescadores que não respeitam o período de desova dos peixes, a Piracema. “Em média esse é o prazo para que elas sejam confeccionadas. É um trabalho minucioso e caro. Uma rede, custa em média R$ 2 mil”.

Edição EDIÇÃO 16967




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