CIDADES
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009, 22h:08
A
A
DESAPARECIDO
Polícia produz retrato de suspeito de autoria
Denúncia anônima aponta que menino foi levado por um motociclista
RENÊ DIÓZ
Especial para o Diário
A Polícia Judiciária Civil (PJC) deve divulgar na manhã de hoje um retrato falado do principal suspeito de estar com o menino Kaytto Guilherme do Nascimento Pinto, de 10 anos, desaparecido desde a manhã de segunda-feira (13). Um denunciante anônimo forneceu as primeiras características para o retrato, mas a polícia busca outras fontes de informação. Habitualmente, o menino esperava o ônibus para ir à escola, num ponto próximo à casa, onde a testemunha teria visto um homem o levando embora numa motocicleta. A julgar pelos trotes e boatos que a família escuta a respeito de Kaytto, as versões sobre seu paradeiro são inúmeras. Entretanto, ninguém da região onde ele mora, no Residencial Paiaguás, se lembra de tê-lo visto no curto caminho que ele percorre diariamente para ir de casa até o ponto de ônibus, com destino ao colégio Alicerce, no Jardim Petrópolis. Mesmo a vendedora de uma distribuidora de bebidas, que trabalha o dia inteiro ao lado do ponto de ônibus, sequer lembra de tê-lo visto em outras ocasiões por ali. Parece até que evaporou, indigna-se um primo de Kaytto. O menino saiu de casa às 11h de segunda-feira. O ponto de ônibus para onde ele sempre se dirige fica a aproximadamente 200 metros do condomínio e a região é bastante movimentada no horário tanto devido aos que chegam em casa para almoçar quanto aos constantes carros de auto-escola, que realizam aulas práticas nas redondezas. Como de rotina, Kaytto pegaria a linha 205 que, cruzando o Centro da cidade, o levaria até um ponto de ônibus na frente do Colégio Salesiano São Gonçalo, onde ele faz integração até a Fernando Corrêa. Lá, Kaytto desce na frente da loja City-Lar, onde seu pai geralmente o aguarda. Após almoçarem juntos, o pai sempre o leva ou o deixa próximo à escola, telefonando até duas vezes para confirmar a chegada. Porém, desta vez, Kaytto nem deve ter pisado em ônibus qualquer. A família consultou no sistema eletrônico de cartões da MTU que não houve passagem do garoto pelas catracas.