CIDADES
Sexta-feira, 23 de Março de 2007, 20h:42
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CASO VAGNER
Polícia prende co-autor de assassinato
Com rápida resposta para o crime que tirou a vida do menino de 9 anos, operação policial chegou a captura de Ronaldo da Costa, já condenado por homicídio
KEKA WERNECK
Da Reportagem
Um caso especial, de muita repercussão, rendeu uma investigação rápida. E, numa megaoperação, a polícia prendeu ontem o comparsa do adolescente de 16 anos que disparou e acabou acertando Vagner Floriano Rodrigues, 9, no assalto ao posto Bom Clima, terça-feira à noite, em Cuiabá. Ronaldo Leandro da Costa, 24 anos, um homem condenado a 20 anos de prisão por homicídio (ver matéria), não confirma em depoimento, mas é acusado de dar fuga ao adolescente, em sua moto Honda Bis preta, placa KAN-1839, quando o assalto virou tiroteio. A prisão dele foi feita em flagrante por porte ilegal de arma, justamente o revólver calibre 38, de onde teria saído a bala perdida que matou o menino e que era para acertar o policial Márcio de Assis Soares, 29, que estava no local e tentou evitar o roubo. A arma já foi encaminhada para a Polícia Técnica Criminalística (Politec), onde peritos vão fazer o exame de balística com o revólver e a bala tirada do peito do menino. O delegado Márcio Pieroni interrogou Ronaldo durante toda a tarde e o indiciou. O acusado disse ao delegado que apenas alugou a moto e a arma para o adolescente, por R$ 100, e que ele as devolveu no mesmo dia. A arma, ele guardou no motor da geladeira. Apesar de negar participação direta, ele responde, como co-autor, por homicídio qualificado, informa o delegado. E me contou que ontem (quinta-feira) à tarde foi à casa do garoto para matá-lo, queima de arquivo. Se ele não estivesse preso... morreria e esse caso se tornaria insolúvel. Ronaldo será levado para a Polinter. Na segunda-feira, o autor do crime, que está na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), fará o reconhecimento dele. Depois de algumas diligências, Pieroni diz que irá encaminhá-lo a um presídio. Ronaldo havia alugado uma quitinete, no bairro Dom Aquino, para se esconder após assaltos. É lá que estava ontem quando a polícia fez o cerco ao local. Conseguiu escapar, de moto, a mesma usada no crime. Na garupa, a namorada, que já foi liberada. Indo sentido Centro, deparou-se com outra viatura da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, conforme a polícia, atirou com uma pistola 380, sendo, na contrapartida da guarnição, atingido de raspão no braço. Nisso, ele jogou a moto no chão e empreendeu fuga a pé, conta o investigador Marcos Souza Pinheiro, que participou da ação. Estou desde ontem sem dormir, passamos a noite em claro, observa. O helicóptero do Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer) fez a busca pelo céu. A perseguição terminou debaixo de um carro, onde Ronaldo se escondeu. Ele foi achado pela equipe que faz Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). Durou pouco a liberdade dada a ele quatro meses atrás. Há seis anos ele matou uma médica, durante um seqüestro relâmpago, porque ela esqueceu a senha bancária. Cumpriu pena encarcerado este tempo todo e estava em recentemente concedido regime semi-aberto.