CIDADES
Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007, 21h:10
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RONDONÓPOLIS
Polícia investiga sanidade de escrivão suicida da PF
MARCELO SIQUEIRA
Da Reportagem/Rondonópolis
A Delegacia da Defesa da Mulher de Rondonópolis vai investigar se o escrivão da Polícia Federal, Ari Rodrigo Reis dos Santos, 27, que matou a agente Fábia Alex Sandra Ramos, 34, e depois se suicidou com um tiro na cabeça dentro da sede da PF, trabalhava ou não subjudice, pois teria sido reprovado no exame psicotécnico. A delegada Divina Aparecida Vieira da Silva lembrou que existem informações de que Ari sofria de problemas como estresse e, por meio de um mandado de segurança, ele estaria trabalhando na Polícia Federal de Rondonópolis. São informações extra-oficiais de que ele teria reprovado no exame psicotécnico, mas através de uma liminar ele havia assegurado o direito de trabalhar. Mas tudo isso ainda deve ser checado, foram apenas algumas informações como estas suspeitas que chegaram até a delegacia, ressaltou a delegada. Divina disse que, para comprovar se o escrivão trabalhava mesmo com um mandado de segurança, o documento deverá ser entregue à Polícia Civil para investigações. Caso isso seja comprovado mesmo, o delegado poderá nos dar uma cópia do documento desse mandado de segurança. De acordo com a delegada, ninguém ainda prestou depoimento, mas as testemunhas serão chamadas para serem ouvidas na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Segundo Divina, ontem foi mandado um ofício para a Polícia Federal apresentar as testemunhas do homicídio seguido de suicídio. A delgada falou que ficará a cargo da PF indicar a quantidade de pessoas que trabalham na sede que deverão prestar depoimento. Sei que duas pessoas foram testemunhas na hora do fato. Estas duas vão ser ouvidas, disse Divina, ao lembrar que também serão chamados o marido de Fábia, o também agente PF João Denis, e a esposa de Ari, que atuava como médica em Rondonópolis há seis meses, para prestarem depoimentos. APTO O Diário entrou em contato com por telefone com o delegado da Polícia Federal Cristian Lages e ele negou que Ari estava trabalhando como escrivão na sede em Rondonópolis garantido pela justiça.